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Ordens de venda continuam sendo maioria no câmbio local e moeda norte-americana se desvaloriza

Mesmo depois de uma medida cambial e duas compras à vista feitas pelo Banco Central (BC), as ordens de venda continuam sendo maioria do câmbio local, mas a moeda não tem força para ir abaixo da linha de R$ 1,71. Por volta das 16h30, o dólar comercial apontava baixa de 0,44%, a R$ 1,712 na venda, depois de subir a R$ 1,728 na manhã e fazer mínima a R$ 1,712. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar com vencimento em abril tinha desvalorização de 0,37%, a R$ 1,725.

O mercado parece estar no modo "compra no boato e vende no fato", já que ontem o dólar teve forte alta em meio à crescente expectativa de que o governo tomaria alguma medida no câmbio. Além disso, os leilões de compra do BC e a instabilidade externa também contribuíram para a alta.

Nesta quinta-feira, o "boato" virou fato com o governo anunciando que empréstimos externos inferiores a três anos pagarão 6% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Até então, o prazo era de dois anos. Como se vê pelo comportamento do dólar, a medida não teve impacto imediato. Mas os agentes se mostram preocupados com a possibilidade de mais medidas na área cambial.

O BC segue com a política de intervenção e hoje comprou dólar duas vezes no mercado à vista, a R$ 1,7219 e R$ 1,7126. No câmbio externo, Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, ronda a estabilidade, aos 78,81 pontos. E o euro mostrava leve baixa de 0,11%, a US$ 1,33. Entre as moedas emergentes, destaque para o peso mexicano, que tem forte alta ante o dólar. O dólar canadense, o dólar australiano e o rand sul-africano também ganham da moeda americana.

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