Tamanho do texto

Moeda norte-americana encerrou sexta-feira cotada a R$ 1,81, em seu valor mais baixo na semana

selo

Com a desvalorização da moeda norte-americana no exterior e o fluxo cambial positivo no mercado local, o dólar não teve forças para se sustentar acima do patamar de R$ 1,82 testado no começo do dia. O dólar à vista fechou em queda, abaixo desse nível de preço e nas mínimas da sessão. A moeda comercial encerrou a sexta-feira com baixa de 0,65%, cotado a R$ 1,81.Na semana, o dólar ainda subiu 0,39%. Em março, a valorização é de 5,23%.

Leia também: Bovespa fecha estável, mas cai 2,76% na semana

O Banco Central tentou dar suporte à moeda ao fixar no leilão de compra depois do meio-dia uma taxa de corte de R$ 1,818, levemente acima do valor de mercado naquele momento, em R$ 1,815. Contudo, o dólar não abandonou o sinal negativo. Devido a isso, havia expectativa sobre um eventual segundo leilão de compra do BC, o que não se confirmou e levou o mercado a reforçar a oferta depois das 16 horas, levando a moeda a ampliar as perdas.

Em consequência, o dólar à vista encerrou nas mínimas da sessão: a R$ 1,810 (-0,77%) no balcão e a R$ 1,8124 (-0,53%) na BM&F. Na semana, a moeda no balcão acumulou ganho de 0,44%, ampliando a valorização no mês para 5,48%. No ano, porém, ainda apura baixa de 3,16% ante o real. O volume de negócios foi relativamente pequeno.

Na máxima, registrada pela manhã, o dólar ficou estável no balcão, cotado a R$ 1,8240. No mercado futuro, o dólar abril subiu até R$ 1,8285. (+0,19%). No entanto, esses preços não se sustentaram diante do avanço das commodities - petróleo e metais - e da reação ruim dos investidores aos dados sobre vendas de moradias novas nos EUA, que caíram em fevereiro, contrariando as previsões de alta. O indicador ampliou as preocupações com o setor imobiliário, que tem sido um entrave para a recuperação norte-americana.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.