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Moeda norte-americana se valorizou em todo o mundo; no Brasil, fala de Mantega fez com que divisa sustentasse alta

O dólar oscilou em alta ante o real o dia todo e fechou acima do patamar de R$ 1,82. A aversão ao risco no exterior - causada por dados fracos das economias chinesa e europeia - amparou a valorização da moeda norte-americana, com impacto sobre os negócios locais. Aqui, a persistente expectativa de novas medidas cambiais induziu também a correção de preço. Nesta quinta-feira o dólar comercial encerrou em alta de 0,09%, cotado a R$ 1,822 na venda. 

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu a empresários que o governo continuará a fazer políticas de intervenção no câmbio que não permitam a subida do real.Desse modo, mesmo sem leilão do BC pelo segundo dia seguido, o dólar não fraquejou. "A moeda norte-americana ganhou um parceiro forte para sustentar sua valorização que é o desaquecimento da China, confirmado pelos indicadores", avaliou o operador Ovídio Pinho Soares, da corretora Interbolsa Brasil.

Além disso, a certeza de que o governo brasileiro vai atuar se for preciso ajuda a criar inquietação. "O potencial vendedor de dólar se retrai e não tem pressa de vender, ajudando a sustentar os preços", observou.

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No fechamento, o dólar à vista estava em alta de 0,27%, a R$ 1,8240 no balcão, após oscilar da mínima em R$ 1,8210 (+0,11%) à máxima de R$ 1,8320 (+0,72%). Na BM&F, a moeda spot encerrou na mínima, a R$ 1,8220 (+0,07%).

Na reunião da presidente Dilma Rousseff com empresários hoje a questão do câmbio concentrou parte do debate. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que há um problema no câmbio, pois a atual taxa de R$ 1,80 é a mesma do ano 2000, porém, destacou, nos últimos 12 anos, ocorreu uma inflação de 112%. "Portanto, há uma distorção", avalia.

Skaf sugeriu ao governo que o Reintegra, programa que devolve aos exportadores 3% do valor exportado, seja elevado para compensar parcialmente esses problemas do câmbio. Ele pediu também mais agilidade na área de defesa comercial e a redução dos juros e do spread bancário. Quanto à decisão do governo de desonerar a folha de alguns setores, Skaf disse que é boa, porém não é possível que a tributação seja transferida para o faturamento. "Tira os 20% da folha e não compensa em lugar nenhum", comentou.

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