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Moeda americana encerrou o dia com queda de 0,38%, com o apetite por risco levando os investidores a comprar outros ativos

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Os investidores globais se animaram nesta terça-feira com os indicadores da China e Estados Unidos e saíram às compras de ações, commodities e algumas moedas de maior risco em detrimento do dólar e dos títulos do Tesouro norte-americano.

A divisa dos Estados Unidos teve comportamento misto: caiu em relação ao euro e o real e subiu ante o iene e o franco suíço, por exemplo. O discurso à tarde do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, durante conferência organizada pelo Comitê por um Orçamento Responsável, não mudou o rumo dos mercados. Segundo operadores locais de câmbio consultados, os negócios por aqui foram guiados pela melhora externa e o fluxo cambial positivo para o País.

O dólar comercial permaneceu em baixa o dia todo e encerrou cotado a R$ 1,582 (-0,38%), após oscilar da mínima de R$ 1,579 à máxima de R$ 1,587. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista recuou 0,40%, a R$ 1,5815. O euro comercial recuou 0,04% e fechou a R$ 2,288.

O Banco Central manteve a realização de apenas um leilão diário vespertino de compra de dólar à vista, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,5806.

"O mercado local está operando o dólar numa faixa de preço confortável, que vai de R$ 1,58 a R$ 1,60 e, a menos que surja alguma nova notícia negativa, a tendência é continuar oscilando dentro dessa margem", disse um operador de uma corretora.

Na China, os dados de produção industrial e vendas no varejo indicaram que a economia não está superaquecida, mas também não apresenta indícios de desaceleração acentuada, o que trouxe alívio aos investidores que andam desanimados com o desempenho econômico dos EUA e Europa. Contudo, a inflação ao consumidor na China subiu 5,5% em maio, também em base anual, e o Banco do Povo da China não perdeu tempo e elevou a alíquota do depósito compulsório dos bancos em 0,50 ponto porcentual, a sexta elevação este ano.

Ao mesmo tempo, a reunião hoje dos ministros de Finanças da zona do euro não foi conclusiva. Já o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, destacou que a sustentabilidade fiscal não é uma tarefa fácil e exortou o Congresso e a Casa Branca a desenvolverem e implementarem rapidamente um plano confiável para atingi-la no longo prazo.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar caiu 1,02% hoje, cotado a R$ 1,653 na venda e a R$ 1,607 na compra. O euro turismo subiu 0,71% para R$ 2,407 (venda) e R$ 2,35 (compra).