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Por volta das 12h20, o dólar comercial recuava 0,50%, cotado a R$ 1,568 na compra e a R$ 1,570 na venda

O dólar segue em queda, em uma jornada de forte volatilidade. Por volta das 12h20, o dólar comercial recuava 0,50%, cotado a R$ 1,568 na compra e a R$ 1,570 na venda. Na mínima, chegou a R$ 1,569 e, na máxima, a R$ 1,579. No mercado futuro, o contrato de julho negociado na BM&FBovespa caía 0,50%, a R$ 1,569, mínima do dia. Na máxima, chegou a R$ 1,580. O contrato de agosto, que já ganha liquidez, recuava 0,59%, a R$ 1,580.

Após a aprovação pelo Parlamento grego do plano de austeridade de 78 bilhões de euros, que deixou a Grécia mais perto do auxílio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia, as bolsas de valores em Wall Street registraram valorização, o dólar acentuou a queda observada até então e o euro subiu. Minutos depois, porém, houve um forte movimento coordenado de realização e os ativos em alta devolveram ganhos.

O diretor de Tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer, explica que o pregão desta quarta-feira é marcado por forte oscilação nos preços das moedas e falta de uma tendência para o dólar. "Hoje estamos à mercê da flutuação das moedas no exterior. As movimentações são rápidas e não estamos tendo folga. O euro já oscilou consideravelmente, levando em conta o tamanho do mercado de câmbio externo", explica.

A moeda comum da zona do euro teve um novo dia de alta ontem, quando declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, apontaram para um provável aumento na taxa de juros na zona do euro, na reunião da próxima semana da autoridade monetária.

O movimento de apreciação continuou nesta quarta-feira, com a aprovação do plano de austeridade grego. O euro já chegou a US$ 1,441, na máxima do dia, o que atraiu vendedores, de forma que a valorização da moeda já não é mais tão acentuada. Minutos atrás, a divisa subia 0,17%, a US$ 1,437.

Segundo Knauer, a formação da Ptax, que liquidará os contratos futuros que não são rolados de um mês para o outro, também está pesando sobre a formação do preço do dólar.

Dados da BM&FBovespa atualizados ontem mostram que os estrangeiros estão com posição vendida de US$ 21,31 bilhões, considerando os mercados futuros de dólar e de cupom cambial (DDI), ao passo que os bancos estão comprados (posição em que o agente ganha com o avanço da moeda americana) em US$ 15,59 bilhões.

Este é o último mês em que a Ptax é calculada como uma média das cotações ponderada pelo volume. A partir de julho, a taxa será uma média aritmética de quatro consultas feitas pelo BC entre 10 horas e 13 horas.

O objetivo do Banco Central, com essa mudança, é evitar a manipulação da taxa pelos investidores. Para Knauer, a posição vendida deve ser a ganhadora ainda nos próximos meses, apesar da alteração no cálculo.

"Os bancos podem estar comprados no mercado futuro, mas no mercado à vista estão vendidos (em US$ 13,692 bilhões, até o dia 22 de junho). Além disso, a alta taxa de juros no Brasil mantém o carry trade muito positivo para o investidor. E vale lembrar que hoje somos grau de investimento. Não vale a pena ser comprado. Em tese, o comprado tem que ganhar da taxa de juros e da variação do dólar", analisa.

No mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante seis divisas rivais, caía 0,25%, aos 74,84 pontos, há pouco. Na mínima do dia, foi aos 74,65 pontos, e, na máxima, a 75,14 pontos.

As commodities estão em alta, impulsionando as chamadas moedas commodities. Minutos atrás, o Índice CRB avançava 0,60%, aos 336,49 pontos. Nas bolsas de valores, em Wall Street, o Dow Jones avançava 0,55%, aos 12.256 pontos, enquanto o S&P 500 subia 0,84%, aos 1.308 pontos.

Por fim, o Nasdaq tinha um ganho de 0,46%, aos 2.742 pontos. No mercado interno, o Índice Bovespa registrava apreciação de 0,40%, aos 62.553 pontos. Na mínima, atingiu os 62.032 pontos.

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