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Conjuntura econômica mundial não é favorável, mas os investidores buscam fatos pontuais para comprar ações

O dólar recuava nesta segunda-feira ante as principais moedas, com exceção de divisas como a franco suíço e o iene. A conjuntura econômica mundial não é favorável, mas os investidores buscam fatos pontuais para comprar ações, e esse otimismo momentâneo causa uma queda no preço do dólar.

Um dos motivos para a melhora do apetite por risco foi o fato de o furacão Irene não ter sido tão devastador quanto o esperado, atingindo Nova York como uma tempestade tropical.

Outra razão é a notícia de que os gastos pessoais dos americanos aumentaram 0,8% em julho, a maior alta em cinco meses. O resultado superou a expectativa de analistas, que previam alta de 0,5%.

A renda, por sua vez, avançou 0,3% e a taxa de poupança recuou de 5,5% em junho para 5,0% no mês passado, num sinal de que as pessoas sentem-se levemente mais confiantes na economia. Por volta das 12h05, o dólar comercial recuava 0,37%, cotado a R$ 1,597 na compra e a R$ 1,599 na venda.

No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM&FBovespa também caía 0,37%, a R$ 1,598. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante seis divisas, operava com queda de 0,04%, aos 73,68 pontos.

O euro subia 0,26% e era cotado a US$ 1,453. Nas bolsas de valores, o Dow Jones registrava alta de 1,34%, aos 11.437 pontos, enquanto o S&P 500 subia 1,60%, aos 1.196 pontos. O Nasdaq tinha ganho de 1,91%, aos 2.527 pontos. No mercado interno, o Ibovespa registrava alta de 1,92%, aos 54.374 pontos.

O operador de câmbio da Renascença Corretora, José Carlos Amado, afirma que passaram os efeitos do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, realizado na sexta-feira.

Ele não anunciou nova medida de estímulo, como acreditavam alguns analistas, mas ampliou para dois dias a reunião de setembro do Fed. Isso significa que mais medidas podem ser anunciadas.

O dólar permanece na trajetória de queda porque, no fundo, nada mudou, explica Amado. "Simplesmente não vejo demanda para dólar", diz.

"As medidas cambiais do governo suavizaram um pouco a queda, porque tiraram um pouco o poder de especulação dos agentes, mas a tendência é de queda."

Nesta segunda-feira, a partir das 18h, o Banco Central fará uma pesquisa de demanda para eventual leilão de swap cambial reverso, que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro.

Caso o leilão seja confirmado, será o 23º do ano. Desde janeiro, operações desse tipo já movimentaram cerca de US$ 16,3 bilhões.

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