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Banco Central agiu e fez compras da moeda no mercado futuro; divisa fechou terça-feira com leve alta de 0,08%

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Após abrir a sessão alinhado à leve alta no exterior, o dólar perdeu força e passou a cair discretamente ante o real ainda pela manhã . Além de ingresso pontual de recursos via exportação, houve antecipação de expectativas de novas entradas para investimento direto no País. Mesmo assim, o volume de negócios manteve-se relativamente pequeno, refletindo um mercado "engessado", segundo o gerente da mesa de derivativos de um banco.

O Banco Central comprou aproximadamente US$ 2,057 bilhões no mercado futuro, nesta terça-feira, por meio de contratos de swap cambial reverso com dois vencimentos no curto prazo (em junho e julho deste ano), em que a autoridade monetária também se comprometeu a pagar uma taxa de juros predeterminada ao investidor participante da operação. Esta operação, no entanto, serviu para rolar integralmente um vencimento nesse montante desses contratos, não interferindo diretamente na formação de preço do dólar à vista. Embora não tenha sido feito leilão de compra à vista, o recuo da moeda norte-americana foi limitado pela certeza dos agentes financeiros de que o Banco Central e o governo não permitirão que o dólar ceda abaixo de R$ 1,80.

A mesma fonte citada acima explicou que o fluxo positivo pressionou o dólar para baixo, mas a proximidade do preço à vista do patamar de R$ 1,80 também restringe o movimento de queda. "Se o mercado não vislumbra o dólar abaixo de R$ 1,80 e há possibilidade de anúncio de medidas a qualquer momento, essas expectativas limitam a volatilidade e, por tabela, reduzem a liquidez", concluiu.

No fechamento, o dólar comercial encerrou com leve baixa de 0,08%, cotado a R$ 1,817. Já o dólar à vista registrou leve baixa de 0,11%, a R$ 1,8130 no balcão, depois de oscilar 0,66%, da mínima em R$ 1,810 (-0,2?%) à máxima de R$ 1,8220 (+0,39%). No mês, a moeda acumula valorização de 5,65% e, no ano, queda de 3,00%. Na BM&F, o dólar spot terminou com ligeiro recuo de 0,15%, a R$ 1,8108.

A perspectiva de um IED favorável ao País no curto prazo foi gerada pelo anúncio, na segunda-feira, de um investimento inicial de US$ 2 bilhões da empresa dos Emirados Árabes, Mubadala, no grupo brasileiro EBX . Além disso, a sexta edição do "Monitor da Percepção Internacional do Brasil", divulgada hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirma que o Brasil deve ficar entre os três países que receberão os maiores volumes de investimentos estrangeiros diretos (IED) nos próximos 12 meses. Essa foi a opção com maior porcentual de respostas a essa pergunta, segundo o Instituto.

No leilão de swap reverso, o Banco Central vendeu 41.200 contratos. Treze mil contratos têm vencimento em 1/6/2012 e foram vendidos com cotação máxima de 99,9084, taxa nominal de 0,5599% e taxa linear de 0,550%, num total financeiro de US$ 649,4 milhões. Outros 28.200 contratos com vencimento em 2/7/2012 tiveram cotação máxima de 99,8408, taxa nominal de 0,6383% e linear de 0,6310%, com valor financeiro de US$ 1,407 bilhão.

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