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Melhora do humor no exterior explica valorização do real dois dias após o anúncio do novo aumento do IOF

O dólar voltou a se enfraquecer ante moedas em todo o mundo e o mercado de câmbio interno está acompanhando esse movimento global. Por volta das 10h30, o dólar comercial tinha desvalorização de 0,47%, cotado a R$ 1,677 na compra e a R$ 1,679 na venda.

Esse declínio já foi mais acentuado. Na mínima do dia, a cotação da moeda foi a R$ 1,671. No mercado futuro, o contrato de novembro negociado na BM&F registrava queda de 0,26%, a R$ 1,682. Há pouco, o euro tinha valorização de 0,89% ante o dólar, cotado a US$ 1,3853.

Outras moedas que também ganhavam da divisa americana eram o iene e o dólar australiano. As commodities operam em alta. Minutos atrás, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, subia 0,64%.

O operador da Hencorp Commcor, João Paulo Carvalho, afirma que a melhora do humor no exterior explica a valorização do real observada nesta quarta-feira, apesar da tentativa mais recente do governo de conter o derretimento da moeda americana.

O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre os ingressos externos para mercados financeiros e de capitais, de 4% para 6%, e o reajuste de 0,38% para 6% no câmbio fechado por estrangeiros para depósitos de garantias nos mercados futuros da BM&FBovespa têm alcance limitado, segundo analistas ouvidos pelo Valor Online.

Não é possível lutar sozinho contra um movimento que é global. Ontem, o dólar comercial subiu 1,26% e encerrou a sessão a R$ 1,687. Houve influência das medidas do governo anunciadas na segunda-feira, porém o cenário externo, que foi pautado pelo aumento na aversão ao risco entre os agentes do mercado, colaborou para a desvalorização do real.

O aumento na percepção de risco teve início na Ásia, quando a China surpreendeu o mercado ao elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para combater a inflação. Hoje, os agentes estão atentos à divulgação do Livro Bege do Federal Reserve (Fed), banco central americano, um compilado sobre o comportamento da atividade econômica.

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