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Mercado segue cenário externo, que tem commodities em alta e euro valorizado frente ao ólar

O dólar opera com firme queda, nesta sexta-feira. Por volta das 10h55, o dólar comercial era cotado a R$ 1,690 na compra e a R$ 1,692 na venda, desvalorização de 0,58%. No mercado futuro, o contrato de novembro negociado na BM&F tinha queda de 0,35%, a R$ 1,694.

O mercado interno de câmbio hoje não se mostra descolado do cenário externo. Isso porque as commodities estão em alta e o euro está ganhando do dólar. Há pouco, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, tinha alta de 0,31%, ao passo que o euro era cotado a US$ 1,3939.

Chama atenção o fato de os estrangeiros seguirem reduzindo a posição vendida (aposta no real) no mercado futuro de dólar, desde segunda-feira, quando o governo anunciou as medidas mais recentes para conter a valorização do real.

Ontem, eles estavam vendidos em US$ 6,9 bilhões, enquanto os bancos estavam comprados em US$ 7,49 bilhões. No início da semana, a posição vendida dos investidores não-residentes era de US$ 10,6 bilhões.

Isso pode indicar que o mercado já não acredita tanto que o viés para a moeda americana seja de queda. O dado é relevante, porque, atualmente, não é o mercado à vista que dita o mercado futuro, e sim o contrário.

Mas a percepção de analistas consultados pelo Valor Online é de que não houve uma fuga de recursos do Brasil. Os vendidos podem ter assumido posição comprada ou ainda partido para outros ativos.

As atenções do mercado estão voltadas para a reunião de ministros de Finanças e representantes de bancos centrais do G-20, em Seul, na Coreia do Sul. O encontro já começou e a expectativa é de que a "guerra cambial", citada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, seja um dos principais assuntos em pauta.

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