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SÃO PAULO - Depois da forte puxada de alta registrada ontem, o dólar comercial ensaia um ajuste de baixo nesta sexta-feira

. Por volta das 13h20, o dólar comercial recuava 0,41%, a R$ 1,695 na venda. Na mínima a divisa foi a R$ 1,690. No mercado futuro, o dólar para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), perdia 0,17%, a R$ 1,697, depois de cair a R$ 1,6915. Segundo o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, o mercado segue assustando com a possibilidade de novas intervenções do governo no câmbio. Vale lembrar que na segunda-feira, a Fazenda subiu novamente o IOF, de 4% para 6%, para os ingressos em renda fixa, e também adotou a mesma alíquota sobre os depósitos de margens para estrangeiros que querem operar na BM&F. Já na quarta-feira à noite, o Banco Central fechou as brechas que existiam e poderiam ser usadas pelo estrangeiro para escapar da tributação nos depósitos de margem. A reação do mercado foi bastante negativa, ontem, com agentes insatisfeitos com as intervenções do governo e investidores ajustando posições às determinações da autoridade monetária. A preocupação, agora, é de que caso o viés de baixa na moeda persista, novas barreiras sejam impostas, pegando, também, os investimentos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ainda de acordo com Medeiros, o mercado acompanha as discussões que ocorrem na cúpula do G-20, onde o tema central é a "guerra das moedas". Conforme destacou a Gradual Investimentos em relatório diário, o medo é que a desvalorização do dólar acione medidas protecionistas, fazendo o atual momento se degenerar em guerra comercial franca, com atuação no câmbio e barreiras comerciais de todas as formas possíveis. "Todos os ministros reunidos na Coréia do Sul sabem que se isso ocorrer o resultado final será desastroso para todas as economias do planeta", disse a corretora. No câmbio externo, o euro registra leve baixa ante o dólar, mas defende a linha de US$ 1,39. Já o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 0,12%, aos 77,5 pontos. (Eduardo Campos | Valor)

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