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Mercados amanheceram otimistas com anúncio de Obama sobre acordo para a dívida, mas divulgação de indicadores deu tom negativo

O dólar opera com alta ante o real. O avanço, porém, não é tão acentuado quanto no mercado externo, em que o Dollar Index subia 0,90%, aos 74,41 pontos, minutos atrás. Os mercados amanheceram otimistas, já que, ontem à noite, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que líderes dos dois partidos americanos haviam chegado a um acordo para aumentar o teto do endividamento do governo e cortar gastos públicos.

Ao longo da manhã, no entanto, notícias deram um tom negativo aos negócios, reduzindo o apetite do investidor por risco. Na China, o Banco do Povo, autoridade monetária do país, informou que manterá uma política monetária prudente no segundo semestre deste ano, porque a expectativa é de que a inflação continue alta.

Nos Estados Unidos, o Institute for Supply Management (ISM) divulgou que o indicador que mede o desempenho da atividade industrial no país ficou em 50,9%, depois de marcar 55,3% em junho. O dado decepcionou o mercado, que esperava leitura de 55%. Por volta das 12h20, o dólar comercial tinha um ganho de 0,45%, cotado a R$ 1,559 na compra e a R$ 1,561 na venda. Na máxima, foi a R$ 1,564 e, na mínima, R$ 1,547. No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM&FBovespa tinha alta de 0,80%, a R$ 1,573.

O diretor de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, explica que o dólar não está subindo mais em relação ao real porque, nas últimas semanas, o aumento do teto da dívida americana já tinha sido embutido no preço da moeda. Esse movimento teria sido reforçado pelo anúncio das novas medidas cambiais, na semana passada. "O dólar voltou ao patamar de R$ 1,55, que por muito tempo foi um piso técnico e psicológico para o mercado, depois de o governo anunciar as novas regras", explica.

Entre as mudanças, o Conselho Monetário Nacional (CMN) recebeu mais poderes sobre o mercado de derivativos cambiais. Além disso, os contratos de balcão serão registrados nas câmaras de compensação (BM&FBovespa e Cetip) para ter validade jurídica. Por fim, sobre a variação da posição vendida em dólar dos agentes incidirá alíquota de 1% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

No mercado de câmbio externo, o euro tinha leve queda de 0,47% em relação ao dólar, a US$ 1,431. O Índice CRB, que mede o desempenho das commodities, avançava 0,37%, aos 343,35 pontos. Em Wall Street, o Dow Jones registrava perda de 0,58%, aos 12.072 pontos, enquanto o S&P500 recuava 0,74%, aos 1.283 pontos. Por fim, o Nasdaq declinava 0,67%, aos 2.738 pontos. No mercado interno, o Índice Bovespa caía 0,58%, aos 58.484 pontos.