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Perto das 11h37, a moeda norte-americana tinha baixa de 0,325%, cotada em R$ 1,8104

Depois de começar a sessão em alta, o dólar passou a cair. Perto das 11h37, a moeda norte-americana tinha baixa de 0,325%, cotada em R$ 1,8104. Nesta terça, os mercados financeiros amanheceram sem uma tendência definida.

Os ganhos dos ativos considerados de risco, como é o caso de ações, moedas de países emergentes e até mesmo o euro perderam força simplesmente porque não há notícias boas. Na Europa, as bolsas têm leves baixas, enquanto nos EUA, têm sinais diferentes. No Brasil, o Ibovespa tem ligeira alta.

Entre as notícias do dia está a venda de títulos da Espanha e da Itália. Os espanhois venderam mais de 2,5 bilhões de euros em papéis de seis meses, dentro do volume que pretendia, mas os custos da rolagem da dívida subiram. Essa alta nos juros da dívida reflete a preocupação dos investidores com a capacidade que o governo terá de cumprir as metas orçamentárias, principalmente depois do resultado das eleições regionais deste último final de semana, em que perdeu espaço.

A Itália também vendeu um título com vencimento em dois anos com cupom zero por um rendimento médio de 2,35%, abaixo dos 3,01% registrados há um mês, graças a uma demanda sustentada dos bancos cheios de liquidez do Banco Central Europeu (BCE). Foi o menor rendimento para esse tipo de título desde novembro de 2010.

Também na Europa, pesa negativamente nos mercados um vazamento de gás que aconteceu no mar do Norte, numa plataforma de uma empresa francesa.

Nos Estados Unidos, saem dados de preços de moradias, atividade industrial regional de Richmond e de confiança do consumidor de março.

Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, depõe sobre "O impacto da ajuda do Fed à zona do euro" em audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara. No mesmo horário, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, depõe sobre o Orçamento em audiência do Subcomitê de Apropriações da Câmara, em Washington. Mais tarde, às 13h45, Bernanke volta à cena para falar sobre "O Federal Reserve e a crise financeira".

Mercado local

Internamente, o mercado de câmbio continua de olho em possíveis medidas do governo para segurar o real. O destaque de hoje é o leilão de swap cambial reverso, que representa compra de dólares, mas a operação visa somente a rolagem de contratos que vencem no início de abril. Serão oferecidas operações que somam valor financeiro equivalente a até US$ 2,06 bilhões. A operação acontece das 11h15 às 11h30 e o resultado será conhecido a partir das 11h45.

Na agenda doméstica está prevista a divulgação de dados de arrecadação, que o mercado sempre acompanha, mas o mais importante devem ser os números referentes ao crédito. O mercado está particularmente incomodado com a inadimplência, que cresceu em janeiro. A princípio essa alta deve ser sazonal, já que o início do ano concentra várias despesas extra, mas os analistas querem ter certeza com base nos números.

Quanto aos volumes de crédito, são importantes como sinalizadores do ritmo da atividade econômica e também da confiança que o sistema financeiro e os consumidores têm na economia. Com certeza, o governo gostaria de ver esses números de crédito e de inadimplência virem bons já que todo o empenho tem sido no sentido de estimular a atividade econômica. Ontem mesmo o ministro da Fazenda apresentou mais incentivos ao consumo e à produção com desonerações de impostos e promessas de novas medidas nesse sentido.

(Com Agência Estado e Reuters)

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