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Movimentos típicos de fim de mês predominam nesta terça-feira e o dólar, que passou boa parte da manhã em alta, começou a cair

Os movimentos típicos de fim de mês predominam nesta terça-feira e o dólar, que passou boa parte da manhã em alta, começou a cair.

Por volta das 12h10, o dólar comercial recuava 0,31%, cotado a R$ 1,585 na compra e a R$ 1,587 na venda. No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM&FBovespa operava com perda de 0,37%, a R$ 1,586.

Os agentes do mercado estão rolando contratos de derivativos cambiais, o que pode pressionar o preço da moeda tanto para cima quanto para baixo, afirma o diretor de tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer.

"Se um investidor está comprado, para rolar ele precisa vender um contrato que vai vencer e depois comprar outro. Assim, há muitos agentes comprando e tantos outros vendendo."

Além disso, o Banco Central promoveu um leilão de swap cambial reverso, operação que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro, e vendeu apenas 13 mil dos 37,4 mil contratos ofertados, movimentando US$ 646,2 milhões.

Ontem, a autoridade monetária já havia avisado que faria uma pesquisa de demanda, a fim de determinar as condições do leilão. Knauer explica que, a julgar pela quantidade de contratos ofertados, foi constatada demanda pelos papéis.

Mas os agentes podem ter pedido mais rentabilidade na operação e o BC não concordou, o que pode justificar o resultado.

"O resultado também pode estar relacionado à saída de investidores do mercado de derivativos cambiais, que não querem pagar uma conta mais cara por conta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)."

O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana em relação a seis divisas, avançava 0,49%, aos 74,0 pontos. O euro declinava 0,50%, a US$ 1,443.

Nos Estados Unidos, o índice Case-Shiller de preços dos imóveis residenciais em dez regiões metropolitanas dos EUA apontou alta de 1,1% em junho na comparação com maio; o mesmo percentual registrado para o universo de 20 cidades pesquisadas.

Foi a terceira alta mensal seguida do indicador. Já o índice de confiança dos consumidores americanos, divulgado pelo Conference Board, despencou de 59,2 em julho para 44,5 em agosto, atingindo o menor nível desde abril de 2009 e ficando muito abaixo da previsão dos analistas.