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Após oscilar na última hora do pregão, o dólar manteve a trajetória de véspera e fechou a segunda-feira em alta frente ao real pelo segundo dia consecutivo. A moeda norte-amercaiana subiu 0,29% e fechou cotada a R$ 1,712 para venda, em alta pelo segundo pregão seguido.

No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta e caminha para novo fechamento no maior patamar do ano. Por volta das 16h24, o índice Ibovespa - a principal referência da bolsa paulista - subia 1,91%, aos 67.466 pontos. 

Em discurso nesta segunda, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke , alertou que a política de países asiáticos pelo fortalecimento das exportações pode provocar o reagravamento dos desequílibrios no comércio e no fluxo de capitais, que para alguns ajudou a alimentar a bolha imobiliária norte-americana. Os superávits comerciais alcançados por políticas que reforçam artificialmente a poupança doméstica e a indústria exportadora distorcem a alocação de recursos, afirmou.

O principal índice europeu de ações fechou no maior patamar em 12 meses nesta segunda, em meio ao crescente otimismo com a temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e a elevação da recomendação dos papéis da Nestlé por uma corretora. O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,63%, para 1.026 pontos, o maior nível de fechamento desde 3 de outubro de 2008.

Indefinições

Ainda não se sabe, no entanto, o que vai falar mais alto ao mercado doméstico de câmbio. No exterior, ocorre uma queda generalizada do dólar, no rastro das expectativas positivas em relação à divulgação de balanços nos Estados Unidos. Porém, no Brasil, paira a ameaça do governo brasileiro de taxar as entradas de capital.

Os profissionais de mercado acreditam que, de maneira geral, o otimismo internacional terá mais influência. Eles argumentam que, por aqui, independentemente da sombra da tributação, as perspectivas de fluxo positivo de recursos seguem inabaláveis. Mas eles admitem que, no primeiro momento, um eventual recuo das cotações tende a ser limitado, enquanto as discussões em torno do mercado de câmbio assombrarem os negócios.

"A maioria dos dólares que entra no País, 60% a 70%, é para investimentos e não para especulação ", disse o operador de câmbio da Finabank, Ovídio Pinho Soares, admitindo, no entanto, que a taxação de capital de curto prazo traria impactos. Ele afirmou que a magnitude da influência é difícil de mensurar e ressaltou que a medida não é bem recebida pelos investidores.

A Diretora de Câmbio da AGK Corretora de Câmbio S.A, Miriam Tavares, afirma que a expectativa de que o governo possa tomar alguma medida no câmbio nos próximos dias deve ajudar as cotações do dólar a resistirem a uma queda mais acentuada. Sua estimativa é de que a moeda norte-americana continue oscilando em torno dos R$ 1,70, um pouco abaixo ou acima desse patamar, conforme o cenário externo e o fluxo estejam mais ou menos favoráveis.

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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