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Há pouco, moeda americana subia 0,31% frente ao real, cotada a R$ 1,586 na venda

O dólar sobe ante o real, descolado do movimento das moedas no mercado externo, mas a alta não é acentuada e o ativo pouco reagiu à virada nas bolsas de valores observada há pouco.

Por volta das 11h50, a moeda americana subia 0,31% ante o real, cotada a R$ 1,584 na compra e a R$ 1,586 na venda. Na mínima, foi a R$ 1,575, e, na máxima, a R$ 1,590. No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM&FBovespa operava na direção oposta e recuava 0,12%, a R$ 1,597.

Mais cedo, os investidores se mostravam propensos à compra de ativos de risco, de forma que os principais índices das bolsas de valores americanas iniciaram os negócios com avanços superiores a 1%. O Índice Bovespa também parecia caminhar para uma jornada de recuperação, chegando aos 53.865 pontos na máxima do dia.

Corroborou para esse cenário a notícia de que a economia americana criou, em termos líquidos, 117 mil vagas de trabalho em julho, segundo o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos. O resultado foi melhor que o esperado por analistas consultados pela Dow Jones, que estimavam criação líquida de 75 mil vagas. A taxa de desemprego recuou de 9,2% para 9,1%, no mês passado. O prognóstico do mercado era de estabilidade.

Mas as bolsas de valores mudaram de direção. Instantes atrás, o Dow Jones declinava 0,39%, para 11.339 pontos. O S&P 500 tinha queda de 0,50% e estava em 1.194 pontos. O Nasdaq registrava perda de 1,06% e se encontrava em 2.529 pontos. O Ibovespa, por sua vez, recuava 1,37%, aos 52.085 pontos.

O operador de câmbio da Renascença Corretora, José Carlos Amado, diz que o aparente otimismo verificado mais cedo não passou de "suspiro de morto". A tendência é que o mercado fique cada vez mais sensível a qualquer notícia, segundo ele.

"Às vezes, nem é preciso ter notícia. A simples reavaliação dos investidores quanto à atividade econômica mundial pode resultar na zeragem de posições. Hoje cedo, por exemplo, depois de as bolsas abrirem em alta, algumas pessoas devem ter refletido melhor e percebido que as economias dos EUA e da Europa continuarão cercadas de problemas", explica.

Além disso, muitos investidores podem ter aproveitado a breve alta nas ações para vender. No mercado de câmbio interno, os agentes estão reavaliando suas posições, explica Amado, o que acarreta queda no volume de negócios.

"Os investidores estão fazendo perguntas como: ainda vale a pena ficar vendido (posição em que se ganha com a queda do dólar)? Se ainda vale a pena, qual patamar de posição vendida é melhor manter?", relata.

No mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mensura o desempenho da moeda americana em relação a seis divisas, declinava 0,75%, aos 74,72 pontos. O euro tinha apreciação de 0,72% ante o dólar, a US$ 1,419.

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