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SÃO PAULO - O dólar comercial fechou o pregão desta quinta-feira cotado a R$ 1,709, em queda de 0,81% frente ao real. Esse é o menor patamar em 16 sessões. Na quarta-feira, o dólar encerrou estável, com um leve fluxo positivo.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega,  "do ponto de vista do Ministério da Fazenda" as principais medidas para conter a excessiva valorização do real e volatilidade da taxa de câmbio já foram tomadas.

O mercado vinha hesitando em aprofundar a queda do dólar com o receio de que o governo pudesse agir a qualquer momento, a exemplo do que fez em outubro, quando adotou a cobrança de IOF sobre a entrada de capital estrangeiro para ações e renda fixa.

Sem o fator de incerteza representado pelo governo, profissionais de mercado já voltam a falar no rompimento do nível psicológico de R$ 1,70. Isso, no entanto, depende do comportamento do mercado internacional, afirmam.

"Pode quebrar (o patamar de R$ 1,70) de um dia para o outro", disse José Carlos Amado, operador de câmbio da corretora Renascença. "Se lá fora estiver bom, se amanhã o euro amanhece com tendência de alta frente ao dólar, o mercado (local) amanhece com baixa (do dólar). Aí já quebrou."

No exterior, o comportamento do mercado de moedas contribui para que o dólar recue ante o real, com o euro voltando a superar US$ 1,51. Desde que a relação dólar/real se mantém acima de R$ 1,70 e, posteriormente, R$ 1,72, o euro, em direção oposta, saiu de níveis ao redor de US$ 1,48 para permanecer no intervalo entre US$ 1,50 e US$ 1,51. O otimismo do exterior reflete-se também nas bolsas, o que só acentua a perspectiva de mais uma valorização do real.

Mercados

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta na tarde desta quinta-feira. O índice de referência da bolsa paulista, o Ibovespa, acompanha a tendência positiva das principais bolsas europeias e asiáticas. Às 16h25, o Ibovespa subia 0,18%, aos 68.739 pontos. 

O índice europeu de ações fechou em leve baixa nesta quinta-feira, após dados mostrarem que o setor de serviços dos Estados Unidos contraiu-se inesperamente em novembro. O FTSEurofirst 300, índice das principais ações europeias, caiu 0,15 por cento, para 1.014,20 pontos. O destaque negativo ficou para as mineradoras, que recuaram em meio à retração do preço do ouro.

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira, em mais um dia de apetite por risco por parte dos investidores e de alta das commodities, depois que o ouro marcou novo recorde de alta, a 1.226,10 dólares a onça.

O índice MSCI da região Ásia Pacífico excluindo Japão subia 0,79%, a 415 pontos. A bolsa de Tóquio subiu 3,84%, a 9.977 pontos. A queda do iene favoreceu a alta de empresas exportadoras, enquanto a alta do ouro impulsionou os papéis relacionados a metais.

(Com Agências)

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