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Mantega diz ter "arsenal" de medidas para atuar no câmbio, caso seja necessário. Moeda norte-americana caiu 0,46%, a R$ 1,701

A semana começou instável no mercado de câmbio, mas no fim das contas as ordens de venda foram maioria e o dólar comercial encerrou o dia em baixa. No entanto, a linha de R$ 1,70 continuou respeitada. Depois de fazer máxima a R$ 1,713, o dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,46%, a R$ 1,701 na venda. Na mínima, o contrato caiu a R$ 1,698.

O giro estimado para o interbancário foi de apenas US$ 1 bilhão. Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar recuou 0,40%, para R$ 1,6997. O volume subiu de US$ 60,5 milhões, para US$ 83,25 milhões. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar para novembro apontava baixa de 0,40%, a R$ 1,7015, antes do ajuste final de posições. Conforme notou o sócio responsável por renda fixa e câmbio do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella, o mercado de câmbio se acalmou após as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que não está nos planos voltar a cobrar imposto de renda dos investidores estrangeiros.

Desde 2006, os não residentes foram isentados do IR nos investimentos em títulos públicos. Mantega também avaliou como positiva a reação do câmbio às medidas já tomadas. Vale lembrar que, na semana passada, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre ingressos externos para renda fixa foi novamente reajustado, passando de 4% para 6%. E os depósitos de margens que os não residentes fazem na BM&F também passaram a pagar 6%.

Mesmo com essa acalmada, Portella acredita que o dólar deve continuar oscilando ao redor de R$ 1,70 até o encerramento da semana. Na sexta-feira, dia 29 será fixada a Ptax (média das cotações ponderada pelo volume) que liquida os contratos futuros. Ainda de acordo com o especialista, as declarações do ministro também tiveram impacto sobre o mercado de juros futuros, onde os contratos mais longos devolveram boa parte dos prêmios nos ajustes finais.

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