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Mercado reage à informação de que o Tesouro Nacional poderá acelerar a compra de dólares para o pagamento de dívida externa

O dólar mostrava forte alta perante o real nesta terça-feira, repercutindo a informação de que o Tesouro Nacional poderá acelerar a compra de dólares para o pagamento de dívida externa, o que impediria a valorização excessiva do da moeda brasileira.

Por volta de 10h30, o dólar comercial operava em alta de 0,94%, cotado a R$ 1,828 na venda.

Pelas normas de atuação no mercado de câmbio, o Tesouro Nacional pode realizar a compra antecipada de moeda estrangeira para pagar dívida externa com vencimento de até 1.500 dias ou o equivalente a quatro anos.

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No início do mês, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, já havia deixado claro que "não há limite" para antecipar compra de dólares para o pagamento de dívida externa. "O objetivo do governo é diminuir a volatilidade e evitar uma valorização excessiva do real", afirmou Augustin à época.

Além disso, a trajetória de alta do dólar também é observada no exterior, num dia em que todas as expectativas do mercado internacional de câmbio se dirigem para o pronunciamento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, marcado para as 13h45.

Nos últimos dias, os mercados vêm mantendo expectativas de que a economia norte-americana entrou numa rota de recuperação mais consistente e duradoura, ao mesmo tempo em que experimentam um sentimento de maior alívio com relação à Europa, depois da última injeção de recursos por parte do Banco Central Europeu e da reestruturação da dívida grega.

Para as moedas, esse mix, embora resulte numa percepção de redução de risco, tem fortalecido o dólar, visto que diminui as chances de afrouxo monetário nos EUA. É isso que os investidores esperam ver ratificado no discurso de Bernanke hoje.

O dólar também se beneficia da queda das commodities influenciada pelo noticiário chinês. O presidente da divisão de minério de ferro da mineradora australiana BHP Billiton, Ian Ashby, disse que a demanda da China por minério de ferro está "se achatando" e isso repercute fortemente nos mercados.

(Com Valor Online e Agência Estado)

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