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Pregão da moeda acompanha movimentação externa, onde divisa também se valoriza

Mais uma sessão de alta na cotação do dólar e nesta quarta-feira a movimentação conta com respaldo do câmbio externo, onde a moeda toma fôlego em um dia de maior aversão ao risco. Por volta das 13h40, o dólar comercial mostrava valorização de 0,3%, a R$ 1,823 na venda, depois de um leve queda a R$ 1,816.

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Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar com vencimento em abril tinha acréscimo de 0,57%, a R$ 1,831. No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, ganhava 0,20%, a 79,77 pontos. Enquanto o euro perdia 0,22%, a US$ 1,319.

Entre as moedas emergentes, o real segue como destaque de baixa, mas o dólar australiano e o rand sul-africano também perdem para a moeda americana. Segundo o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca, o mercado local fica com o pé atrás, temendo novas atuações do governo do câmbio. E esse estado de incerteza resulta em menores volumes negociados e um preço mais esticado para o dólar.

Pelo lado externo, diz o especialista, as atenções estão voltadas para a China, onde os recentes sinais mostram perda de dinamismo da atividade econômica, algo que bate, também, no preço das commodities, e na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Como acontece toda a quarta-feira, o Banco Central (BC) atualizou o movimento de câmbio agora em março.

A semana encerrada dia 16 mostrou fluxo cambial positivo de magros US$ 514 milhões, resultado de um saldo comercial de US$ 1,452 bilhão e uma saída financeira de US$ 938 milhões. No período, o BC não retirou um dólar de circulação, mesmo realizando três leilões para compra de moeda no mercado à vista.

No acumulado de março até o dia 16, o fluxo estava positivo em US$ 5,622 bilhões. Como o BC tirou de circulação US$ 1,124 bilhão com as compras à vista, temos uma sobra efetiva de moeda de US$ 4,408 bilhões. Esse excesso de moeda é absorvido pelos bancos locais, que ampliam sua posição comprada no mercado à vista de dólar. O estoque comprado estaria ao redor dos US$ 7,6 bilhões (já descontado US$ 7 bilhões de ingresso retirado pelo BC via compra a termo que ainda não foi oficialmente contabilizada).

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