Tamanho do texto

O dólar comercial abriu o dia estável, negociado a R$ 1,706 no mercado interbancário de câmbio, a mesma cotação da última sexta-feira

selo

O dólar comercial abriu o dia estável, negociado a R$ 1,706 no mercado interbancário de câmbio, a mesma cotação da última sexta-feira. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,08%, a R$ 1,7052.

Ainda que o mercado não esperasse muito do encontro do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) no que se refere ao câmbio, os negócios experimentaram um momento de cautela na semana passada. Mas como o resultado realmente se mostrou apenas retórico, os investidores retomam hoje as transações negociando o dólar em baixa. A queda da moeda norte-americana é generalizada no exterior na manhã de hoje, principalmente diante das moedas emergentes.

No fim de semana, os ministros da área econômica e os representantes dos bancos centrais, reunidos na Coreia do Sul, concordaram que o câmbio deve ser determinado por forças de mercado e se comprometeram a não adotar desvalorizações competitivas de suas moedas. Eles concordaram também que os países desenvolvidos terão de manter vigilância em relação à volatilidade excessiva e ao movimento desordenado do câmbio, de forma a ajudar a mitigar os riscos referentes aos fluxos enfrentados por emergentes. "Como não houve nada na prática, o mercado entende que tudo fica como estava no âmbito internacional", disse um operador.

A expectativa é de que a mesma rota de queda do dólar se estabeleça na relação com real. Porém, no Brasil, a percepção é de que a valorização do real continuará sendo contida pelos ajustes às recentes medidas cambiais e pela avaliação de que elas não esgotaram a determinação do governo em controlar a moeda. Nesse sentido, vale registrar a conversa telefônica entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, que teria ocorrido no fim da semana passada. O ministro teria ligado para Lamy para se informar sobre o arcabouço legal para impedir que a guerra cambial se transforme em uma forma de protecionismo.

Além disso, o próximo passo para impedir a desvalorização do dólar pode ser a retomada da cobrança de Imposto de Renda (IR) nas aplicações de estrangeiros em renda fixa. A informação é de que estaria em estudo uma Medida Provisória (MP) nesse sentido. Segundo a consultoria MCM, em relatório enviado hoje a clientes, essa regra teria "elevada eficácia".

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.