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As negociações para uma solução para a dívida grega voltam a concentrar as atenções no exterior

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O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,19%, negociado a R$ 1,585 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana subiu 0,38% e foi cotada a R$ 1,588 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 0,06%, a R$ 1,5859.

As negociações para uma solução para a dívida grega voltam a concentrar as atenções no exterior. Ontem, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet, se mostrou contrário a uma renegociação da dívida do país, opondo-se à opinião da Alemanha e reavivando o nervosismo do mercado.

As bolsas europeias até tentaram uma recuperação no início do dia, mas foram atropeladas pela decisão do Parlamento alemão que, apesar de aprovar uma possível nova ajuda para a Grécia, impôs como condição que o FMI e os investidores privados estejam junto. Isso colocou os mercados de volta no terreno negativo.

Porém, uma boa notícia vem da China: o superávit comercial do país cresceu para US$ 13 bilhões em maio, graças à alta maior das importações, de 28,4%. Isso afasta as preocupações de que a desaceleração da economia chinesa ocorra rápido demais.

No Brasil, o mercado de câmbio segue atento ao cenário. "Perto de R$ 1,58 o mercado é comprador e percebe-se que os players ficam confortáveis com cotações acima disso", afirmou um especialista, acreditando que a moeda norte-americana pode ultrapassar novamente a marca de R$ 1,60 no curto prazo. Ainda assim, ele destaca que uma possível valorização não iria muito longe, já que a percepção de fluxo positivo, decorrente de juro alto e risco baixo apresentados pelo Brasil, segue inabalável.

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