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No pregão de ontem, a moeda americana caiu 0,50% e foi cotada a R$ 1,588 no fechamento

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O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,38%, negociado a R$ 1,582 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana caiu 0,50% e foi cotada a R$ 1,588 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 0,40%, a R$ 1,5815.

A inflação anual ao consumidor chinês atingiu taxa anualizada de 5,5% em maio, o maior nível em quase três anos. O Banco Central do país mexeu no compulsório bancário pela sexta vez, o que deve enxugar US$ 58 bilhões do sistema financeiro local. Mas os mercados globais focam o lado positivo do noticiário do país asiático. Acompanhando a alta do custo de vida e a medida de restrição ao crédito, foram divulgados índices de expansão da produção industrial de 13,3% e de vendas ao varejo de 16,9% em maio, o que serve de contraponto para os constantes sinais de fraqueza na atividade mundial, que têm abalado os negócios recentemente.

Assim, a confirmação de vigor na China abafa momentaneamente as preocupações com as dívidas soberanas europeias, principalmente a grega, e as principais bolsas internacionais sobem, assim como ganham valor as commodities (matérias-primas) e as moedas emergentes. "No mercado de moedas, a empolgação não é grande e a perda do dólar está limitada a um intervalo entre 0,20% e 0,30%" afirmou um operador do mercado doméstico de câmbio nesta manhã. Na estimativa desse profissional, o mercado de moedas deve continuar em "banho Maria", ainda mais no Brasil, onde os investidores "ainda são mais tomadores de real".

Nos Estados Unidos, foi divulgado nesta manhã o dado de vendas no varejo. Houve queda de somente 0,2% em maio ante estimativas de encolhimento de 0,6%, e as reações imediatas são de ânimo. Mas, ainda assim, o dado representa o primeiro recuo em 11 meses e pode gerar impactos controversos mais à frente. Vale lembrar que Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) discursará às 15h30 (horário de Brasília), sobre "Sustentabilidade Fiscal", um tema caro aos mercados.

No Brasil, não há destaques na agenda, e os investidores tentam monitorar fluxos que possam afetar os negócios. Enquanto as captações externas estão estacionadas, os investidores acompanham as emissões de ações, mas sem grandes empolgações. "O momento não é dos melhores para a Bolsa e as operações previstas não são grandes, então as expectativas são limitadas" explica um operador.

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