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O dólar comercial abriu a quarta-feira em baixa de 0,38%, negociado a R$ 1,572 no mercado interbancário de câmbio

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O dólar comercial abriu a quarta-feira em baixa de 0,38%, negociado a R$ 1,572 no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista estava cotado por volta das 10h10 a R$ 1,5719, baixa de 0,35%. O euro comercial recuava 0,22% no mesmo horário, a R$ 2,26.

O jogo está pesado no mercado de derivativos cambiais às vésperas do último vencimento que contará com a Ptax calculada por média ponderada. Somente de segunda-feira para ontem, os investidores estrangeiros - players que mais especulam com esse tipo de ativo - aumentaram a posição vendida em derivativos cambiais (DDI mais dólar futuro) de 414.337 contatos (US$ 20,717 bilhões) para 426.297 contratos (US$ 21,315 bilhões).

No dólar futuro, que segundo profissionais do mercado é o ativo preferido nas apostas de curto prazo dos estrangeiros em real, o pulo foi de 131.560 contratos (US$ 6,578 bilhões) para 151.809 contratos (US$ 7,590 bilhões) entre o fechamento do pregão do dia 27 e o de terça-feira.

A aposta no real, que se repete há muito tempo, está apoiada no fato de o Brasil se apresentar como uma das economias mais firmes e promissoras desde o estouro da crise financeira global, ao mesmo tempo em que detém taxas de juros altas. Afinal, isso garante remunerações incomparáveis, principalmente neste momento em que os países desenvolvidos possuem políticas de afrouxamento monetário.

Ainda assim, o real é considerada uma moeda de risco e, portanto, as apostas dos grandes players internacionais na moeda consideram, também, um desfecho positivo para o imbróglio grego. E hoje o dia é determinante para essa questão. Os mercados aguardam o resultado da votação do Parlamento daquele país sobre o pacote de austeridade criado com a bênção da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

A aprovação das medidas é condição para a liberação de 12 bilhões de euros referentes ao empréstimo que a Grécia conseguiu no ano passado e também é o passaporte para que um novo financiamento, de pelo menos 100 bilhões de euros, seja aprovado. Como sem esses recursos a moratória da dívida grega é considerada inevitável, há consenso de que o Parlamento dirá sim ao ajuste fiscal.

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