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O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,30%, negociado a R$ 1,675 no mercado interbancário de câmbio

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O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,30%, negociado a R$ 1,675 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,60%, cotada a R$ 1,68. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,42%, a R$ 1,6739.

Ontem, o mercado brasileiro de câmbio até que reagiu às medidas cambiais - alta de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e aumento no prazo para contratação de câmbio -, fechando o pregão em alta. Mas não há como essa pressão de alta sobre o dólar ser muito forte ou durar por um longo tempo, enquanto, no exterior, a moeda norte-americana continuar caindo, em consequência das expectativas de afrouxamento monetário por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

A trajetória de desvalorização generalizada do dólar parece não ter fim. Nesta manhã, o euro resvalava nos US$ 1,40, enquanto o dólar australiano, que tem forte correlação com o real, subia 1,20% em relação ao dólar. Em relação a outras moedas emergentes, as variações do dólar são bem menores, mas a tendência de desvalorização continua. "Não tem muito o que fazer. Estamos dando murro em ponta de faca, porque a queda do dólar é geral", disse um operador.

Apesar de o consenso entre operadores, investidores e economistas ser de que o governo tem pouco a fazer contra a valorização cambial, o entendimento geral é de que não dá para ficar de braços cruzados. Por isso, o mercado está sensível a rumores de que algo mais virá pela frente a qualquer momento, para conter a queda do dólar.

Vale lembrar que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, já estão nos EUA. Amanhã haverá um encontro do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), que antecede reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) no fim de semana. Mantega, que colocou no cenário internacional a discussão sobre a guerra cambial, após o Japão ter atuado para sustentar o iene, levará o tema para discussão.

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