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Às 10h02, nas primeiras transações do dia, a moeda norte-americana subia 0,38%, a R$ 1,588

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O dólar comercial abriu hoje em alta de 0,25%, cotado a R$ 1,586 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h02, nas primeiras transações do dia, a moeda norte-americana subia 0,38%, a R$ 1,588. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) o dólar negociado à vista tinha ganhos de 0,35%, a R$ 1,585. O euro comercial registrava alta de 0,31%, cotado a R$ 2,243.

O payroll norte-americano acima do esperado, com a criação de 117 mil postos de trabalho em julho, ante previsão de 75 mil vagas a mais, dá fôlego para os mercados após o derretimento visto ontem. A taxa de desemprego caiu para 9,1% em julho nos Estados Unidos, de 9,2% em junho.

As bolsas europeias já reduzem as perdas e o euro acelera os ganhos em relação ao dólar. Esse cenário um pouco menos pessimista se repete na abertura nos negócios locais e a moeda norte-americana sofre correção ante o real, após os ganhos dos últimos dias. Mas segundo operadores, esse é apenas o primeiro suspiro. Para que os temores se dissipem de forma mais consistente será necessário uma sequência de dados positivos, avaliam.

Diante disso, as moedas que começaram o dia de lado, em compasso de espera pelo indicador dos EUA, ampliaram os ganhos ante o dólar. "As commodities ainda têm prêmios acumulados, o que abre espaço para novas correções, desvalorizando a moeda dos países exportadores de matéria-prima.

Mas tudo vai depender do andamento da economia norte-americana. Se os EUA continuarem em processo de crescimento fraco, puxarão a China, a Europa, o Brasil, entre outros", analisou um profissional de um banco local.

O cenário externo segue, no entanto, conturbado por todas as partes. As bolsas asiáticas repercutiram nessa madrugada o tombo dos mercados no lado ocidental ontem. Enquanto isso, os indicadores europeus divulgados até agora não foram positivos.

Nesta sexta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) interveio outra vez no mercado secundário de títulos governamentais, com os operadores tendo percebido compras de papéis da Irlanda e de Portugal. Eles disseram que o BCE estava comprando papéis portugueses e irlandeses em pequenos lotes, com as operações concentradas nos de vencimento curto. Esse programa de compra de títulos estava adormecido desde março e os traders perceberam sua reabertura ontem, também com compra de papéis irlandeses e portugueses.

Enquanto isso, os números da intervenção cambial promovida ontem pelo banco central do Japão (BoJ) parecem ter sido maiores do que o estimado inicialmente. Investidores avaliaram que o Ministério das Finanças gastou entre 2 trilhões (US$ 25,436 bilhões) e 4 trilhões de ienes (US$ 50,871 bilhões) para diminuir o valor da moeda. Se confirmados, esses valores podem ter sido os maiores já registrados em um único dia.