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Operadores avaliam que a moeda norte-americana não conseguirá se beneficiar da aversão ao risco

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O dólar comercial abriu o dia em leve alta de 0,06%, negociado a R$ 1,58 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana recuou 0,50% e foi cotada a R$ 1,579 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em leve queda de 0,01%, a R$ 1,5794.

Os movimentos para a formação da Ptax da virada do mês - taxa de câmbio calculada pelo Banco Central (BC) e usada na liquidação dos contratos futuros de câmbio -, amparados pelo cenário internacional, conseguiram fazer a cotação do dólar cair 3% em quatro pregões, devolvendo praticamente toda a alta que acumulava no mês de maio até o dia 25, de 3,43%. Hoje, o mercado começa o mês de junho livre dessas influências técnicas e com o ambiente internacional mostrando piora. Ainda assim, as perspectivas dos operadores são de que a moeda norte-americana não conseguirá se beneficiar da aversão ao risco.

O desaquecimento da atividade ronda as economias europeias e a China. Além disso, a euforia criada pela notícia de que a Alemanha estaria desistindo de pressionar por uma reestruturação da dívida grega se esgotou. No debate que envolve a Grécia, hoje pesa mais a dúvida sobre a liberação da terceira parcela do empréstimo já concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país. Ou seja, o desenrolar do pregão de hoje pode ser afetado por qualquer novidade vinda de fora que esteja relacionada a esses assuntos.

Nesta manhã, os dados de vagas criadas no setor privado dos Estados Unidos, abaixo do esperado, só serviu para enfraquecer ainda mais o dólar. O setor privado dos Estados Unidos criou 38 mil vagas em maio, em base sazonalmente ajustada, segundo a mais recente pesquisa ADP National Employment Report, da Automatic Data Processing, em parceria com a consultoria Macroeconomic Advisers. A previsão dos economistas era de aumento de 190 mil vagas de trabalho no setor privado em maio.

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