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SÃO PAULO - A moeda americana começou a semana em alta contra o real, mas, conforme observado ao longo do mês, segue respeitando a banda de oscilação de R$ 1,75 como piso e R$ 1,77 como teto. Hoje, a moeda encerrou no centro da banda, a R$ 1,760 na venda, alta de 0,39%.

SÃO PAULO - A moeda americana começou a semana em alta contra o real, mas, conforme observado ao longo do mês, segue respeitando a banda de oscilação de R$ 1,75 como piso e R$ 1,77 como teto. Hoje, a moeda encerrou no centro da banda, a R$ 1,760 na venda, alta de 0,39%. A esse preço o dólar comercial acumula leve valorização de 0,23% em agosto. O giro estimado para o interbancário somou US$ 2,3 bilhões. Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar apontava valorização de 0,43%, para R$ 1,7595. O volume subiu de US$ 91,5 milhões para US$ 207,5 milhões. Já no mercado futuro, o dólar com vencimento em setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava alta de 0,59%, a R$ 1,761, antes do ajuste final de posições. Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o mercado segue no aguardo de alguma definição sobre a capitalização da Petrobras, enquanto mantém atenção voltada ao comportamento do mercado externo. Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou que não foi fixado o preço para o barril de petróleo da cessão onerosa da União para a estatal. O mercado aguarda essa informação para fazer contas e descobrir o tamanho da oferta de capitalização e estimar quanto desse dinheiro pode vir ao país para participar da oferta. Pelo campo externo, o sinal foi negativo, com queda no preço das bolsas e valorização do dólar ante outras moedas. Em Wall Street, o Dow Jones perdia 1,36%. Já o euro voltou a cair, retornando à casa de US$ 1,26. De volta ao front local, Galhardo lembra que a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume), que liquidará os contratos futuros de setembro, também influi na formação de preço. O dólar para setembro será liquidado ao fim do pregão de amanhã e a referência passa a ser o vencimento de outubro, que já concentra a liquidez na BM & F. Antes do ajuste final, o dólar para outubro ganhava 0,51%, a R$ 1,7715. Na formação da Ptax, comprados e vendidos "brigam" para defender suas posições. Neste vencimento, os estrangeiros são os grandes vendedores (ganham com a valorização do real). Até o pregão do dia 26, a posição vendida em dólar futuro somava US$ 7,19 bilhões. Considerando também os contratos de cupom cambial (DDI), a exposição sobe a US$ 8,99 bilhões, a maior desde 13 de julho de 2007. Na ponta contrária estão os bancos, com posição comprada (ganha com a valorização do dólar) de US$ 4,31 bilhões em dólar futuro. Outros comprados estão no grupo outras pessoas jurídicas financeiras, com US$ 3,19 bilhões. Galhardo lembra que essas posições podem ser ainda maiores do que as registradas na BM & F, pois existem estratégias com derivativos que não são possíveis de ser detectadas. (Eduardo Campos | Valor)

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