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Moeda recuou 0,38%, mesmo com intervenções do BC; autoridade monetária fez 2 leilões de compra pela primeira vez desde 3 de junho

O dólar caiu à menor cotação em dois meses frente ao real nesta quarta-feira, após a

aprovação do plano de ajuste fiscal na Grécia

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Com a moeda norte-americana de volta à casa de R$ 1,57, o mercado assistiu à atuação mais intensa do governo em quase quatro semanas, com dois leilões de compra pelo Banco Central.

O dólar recuou a R$ 1,572, em baixa de 0,38%. Foi a terceira queda consecutiva, para o menor valor desde 27 de abril.

O Parlamento grego aprovou por 155 votos a 138 o plano de austeridade fiscal para os próximos cinco anos. O pacote, que prevê aumento de impostos, corte de gastos e privatizações, era indispensável para a manutenção da ajuda externa ao país.

A notícia deu aval a investimentos de risco em todo o mundo, pois reduziu a chance de um calote de consequências imprevisíveis dentro da zona do euro. As commodities subiam 1,3%, segundo o índice Reuters-Jefferies, e o dólar caía 0,5% ante as principais moedas.

O clima favorável no exterior encontrou no Brasil um ambiente propício para a queda do dólar. A proximidade do fim do mês, segundo operadores, estimula investidores com posições vendidas --como os estrangeiros-- a tentarem influenciar o mercado em busca de taxas melhores na rolagem de contratos.

"As condições continuam favoráveis para o real se valorizar. Não existe a chance de o mercado ter uma alta muito considerável, principalmente porque lá fora deu uma melhorada", disse José Carlos Amado, operador da corretora Renascença.

Os estrangeiros tinham mais de US$ 21 bilhões em vendas líquidas em contratos de dólar futuro e de cupom cambial (DDI) na BM&FBovespa, na maior posição a favor da valorização do real pelo menos desde a crise de 2008.

A chamada "briga" pela Ptax (taxa de referência) de fim de mês, usada na liquidação de futuros e outros derivativos, deve diminuir a partir do próximo mês, com a adoção de uma nova metodologia de cálculo .

Com a queda do dólar, o BC fez dois leilões de compra no mercado à vista, com taxas de corte de R$ 1,5694 e R$ 1,5713. Foi a primeira vez desde 3 de junho que o BC fez duas compras no mesmo dia.

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