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Elevação do IOF e duas compras feitas nesta quinta-feira pelo Banco Central não impedem queda da moeda americana

Mesmo depois de uma medida cambial e duas compras à vista feitas pelo Banco Central (BC), o dólar fechou a sessão de quinta-feira em baixa ante o real. Dados preliminares apontam que o dólar comercial encerrou com queda de 0,47%, negociado a R$ 1,712 na venda.

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Para tentar conter a queda, o governo havia anunciado mais cedo o aumento do IOF para empréstimos no exterior com vencimento em até três anos. É uma tentativa de reduzir as operações de tomada de empréstimos no exterior por empresas brasileiras e estrangeiras que atuam no País e aproveitam as taxas de juros mais baixas lá fora. A medida visa reduzir o fluxo de moeda estrangeira que entra no Brasil, elevando seu preço.

Além disso, o Banco Central fez hoje dois leilões de compras de dólar no mercado, para enxugar a quantidade de moeda. No primeiro, no meio do dia, a taxa de corte foi de R$ 1,7129. No segundo leilão, durante à tarde, foi de R$ 1,7126. No fechamento, o dólar à vista estava mais baixo: em R$ 1,712 no balcão (-0,23%) e na mínima de R$ 1,7113 na BM&F (-0,17%).

O operador Ovídio Pinho Soares, da corretora Interbolsa Brasil, disse que as expectativas de novos ingressos de recursos estrangeiros no País continuam sustentando a tendência de baixa do dólar ante o real. "A medida de hoje da Fazenda até poderá vir a ter algum efeito sobre a formação de preço do dólar em médio prazo, em quatro a cinco meses, porque no curto prazo não teve impacto, já que é uma ação paliativa", afirmou.

O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, recuava 0,02% no final da sessão, a 78,79 pontos. O euro caía 0,08%, a US$ 1,331.


(* Com AE e Valor )

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