Tamanho do texto

Por volta das 12h10, o dólar comercial subia 0,12% em relação ao real, cotado a R$ 1,597 na compra e a R$ 1,599 na venda

O dólar segue em alta, mas a valorização é menos acentuada, na comparação com o movimento observado mais cedo. O mesmo pode ser observado no câmbio externo.

O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana em relação a seis moedas rivais, amanheceu com avanço, porém registrava há pouco ligeira queda de 0,05%, aos 74,94 pontos.

Além disso, o euro, que mais cedo observava leve queda ante o dólar, começou a subir. Minutos atrás, a moeda comum europeia avançava 0,20% , a US$ 1,431. Por volta das 12h10, o dólar comercial subia 0,12% em relação ao real, cotado a R$ 1,597 na compra e a R$ 1,599 na venda. Na máxima, chegou a R$ 1,609.

No mercado futuro, o contrato de julho negociado na BM&FBovespa tinha desvalorização de 0,03%, a R$ 1,603. Na sexta-feira passada, o dólar comercial encerrou o dia com baixa de 0,80%, a R$ 1,597 na venda. Na semana, a moeda ficou estável, mas sobe 1,08% no mês.

Em linha com a melhora do cenário, as commodities, que operavam com queda, mostram alguma recuperação. Minutos atrás, o Índice CRB, que mede o desempenho de matérias-primas, tinha ligeira queda de 0,05%, aos 335,31 pontos. Na mínima, foi a 333,47 pontos.

Um operador que preferiu não se identificar explica que é possível que os investidores estejam mais esperançosos de que a Grécia receberá a ajuda financeira da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"As notícias sobre a Grécia vão pipocando", diz. Cabe lembrar que, nesta madrugada, ao fim de uma reunião de sete horas ocorrida em Luxemburgo, os ministros das Finanças da zona do euro decidiram não liberar um empréstimo de 12 bilhões de euros à Grécia, alegando que os parlamentares gregos precisam dar antes respaldo às medidas de cortes de gastos.

Entretanto, o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, vai receber nesta semana, em Atenas, os representantes de uma missão da União Europeia (UE), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).

O jornal espanhol El País reportou que o grupo deve chegar à Grécia na quarta-feira com o objetivo de revisar o plano de austeridade do país, que deve ser aprovado pelo Parlamento grego no fim deste mês. Já na opinião do analista de câmbio da BGC Liquidez Corretora, Mario Paiva, a abertura negativa do pregão hoje e a recuperação observada há pouco tem uma explicação menos racional: "Virou moda os mercados abrirem às segundas-feiras em um cenário de aversão ao risco.

As bolsas têm iniciado as semanas muito pressionadas, porém logo depois nota-se uma melhora", diz. Para ele, o problema da Grécia e de outros países da zona do euro já é conhecido há muito tempo.

"Parte dos investidores tem subestimado a capacidade da União Europeia de solucionar o problema. Acredito que ele será resolvido em breve", afirma. Ele avalia que os acontecimentos na Grécia "vieram para o bem" do próprio país e da Europa.

"A Grécia desrespeitou o Tratado de Maastricht (que estabeleceu um limite de 3% de déficit com relação ao Produto Interno Bruto). Além disso, os gregos esconderam dados e a gravidade da situação", analisa. A notícia de que a Moody's elevou a nota do bônus do governo do Brasil de "Baa3" para "Baa2" não fez preço no mercado de câmbio.

Como no dia 4 de abril deste ano a agência de classificação de risco Fitch já tinha elevado a nota do Brasil para "BBB" de "BBB-", essa decisão da Moody´s era amplamente esperada pelo mercado. "O Brasil já está bem há muito tempo, portanto essa notícia já estava dada", diz Paiva.

"É verdade que muitos fundos estrangeiros se balizam nas decisões das agências de classificação de risco para realizar investimentos. No entanto, as agências só elevam as notas depois que está tudo bem, e só diminuem após o quadro se agravar muito", opina.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.