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Investidores procuram ativos mais seguros diante da cautela com a recuperação dos EUA e da Europa

O dólar subiu 0,44% ante o real nesta segunda-feira, em linha com os ganhos da moeda no exterior. em meio a um cenário de cautela por preocupações com os Estados Unidos e a Europa.

A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,583 na venda.

Ao mesmo tempo, o índice DXY, que mede o valor do dólar contra uma cesta de divisas avançava 0,3%, em meio à queda de 0,4% do euro.

Segundo Moacir Marcos Júnior, operador de câmbio da Interbolsa, a alta do dólar reflete a busca por segurança diante da queda nas bolsas e do aumento da aversão a risco.

"As commodities seguem corrigindo para baixo, o mercado ainda está preocupado com os Estados Unidos, com a crise na Europa... Tudo isso mexe com os mercados e o câmbio não está fora", comentou.

O índice CRB, referência global das matérias-primas, perdia 0,9%, ao mesmo tempo em que as principais bolsas de valores em Nova York aceleravam as perdas. Tal movimento tinha lastro em contínuas preocupações com a fraqueza econômica nos EUA após uma série de relatórios na semana passada apontarem perda de vigor na atividade.

Além disso, o mercado digeriu notícias envolvendo a endividada Grécia. Nesta segunda-feira, um porta-voz do Ministério de Finanças da Alemanha disse mais cedo que um segundo socorro financeiro a Atenas ainda não está garantido, o que alimentou mais dúvidas sobre uma possível reestruturação da dívida grega.

"Enquanto essa crise na Europa não tiver alívio vamos ver o euro pressionado, e isso pode jogar contra o real", comentou o operador de câmbio de um banco, que pediu para não ser identificado.

De acordo com analistas do banco francês BNP Paribas, a queda do dólar na semana passada --que reaproximou a divisa das mínimas desde 2008-- abre caminho para algum ajuste de posições no mercado futuro, o que pode favorecer alta da moeda norte-americana.

"O real tem tido um desempenho melhor que o de outras moedas nas últimas semanas, e alguma correção de baixa seria um movimento saudável", escreveram em relatório.

Na semana passada, o dólar recuou 1,56% .

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