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Mercado mostra preocupação com o tamanho do plano de ajuda que o Fed poderá adotar para estimular economia dos EUA

A formação da taxa de câmbio no mercado local segue influenciada pelo comportamento do dólar no mercado externo. O preço da moeda americana sobe conforme cresce a aversão ao risco. Por volta das 13 horas, o dólar comercial apresentava valorização de 0,64%, a R$ 1,717 na venda, preço não observado em um mês. Na mínima do dia, a moeda foi a R$ 1,703. O giro estimado pelo interbancário estava em US$ 1,25 bilhão.

No mercado futuro, o dólar para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), subia 0,64%, a R$ 1,716. Esse contrato expira na sexta-feira e o dólar para dezembro passa a ser a referência. Há pouco, o dólar para dezembro subia 0,72%, a R$ 1,727.

O tom nos mercado, hoje, é dado pela preocupação com o tamanho do plano de ajuda que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, poderá adotar para estimular a economia. Cabe lembrar que muito do tom positivo das últimas semanas, que foram pautadas pela venda do dólar e aportes em ativos de risco, foi estimulado pelas expectativas de uma firme atuação da autoridade monetária americana na compra de títulos do Tesouro, como forma de derrubar os juros e, assim, estimular a economia.

No entanto, reportagem de hoje do "The Wall Street Journal" indicou que o Fed estaria estudando a compra de algumas centenas de bilhões de dólares em títulos, enquanto alguns agentes pensavam em trilhão de dólares.

Dada à perspectiva de que a liquidez liderada pelo Fed pode ser menor, os agentes adotam uma postura mais cautelosa. No câmbio externo, o dólar segue ganhando valor dos seus principais rivais. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de moedas, subia 0,53%, para 78,12 pontos.

Já o euro caía 0,65%, e operava abaixo da linha de US$ 1,38. Em Wall Street, o Dow Jones acentuou o movimento de baixa e perdia 1,30%. Por aqui, o Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), recuava 0,96%.

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