Tamanho do texto

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros começam a semana perdendo prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Na avaliação do economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, a formação de preço tem relação com a queda das taxas de juros em outros mercados, com o americano.

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros começam a semana perdendo prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Na avaliação do economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, a formação de preço tem relação com a queda das taxas de juros em outros mercados, com o americano. O economista lembra que a preocupação com o ritmo de crescimento da economia americana voltou a aumentar. Fora isso, problemas com o setor financeiro e o ajuste fiscal na Europa voltaram a frequentar o noticiário. "Menor vigor da economia em âmbito global também tira pressão das taxas por aqui", diz Serrano, lembrando que o setor externo têm peso nas decisões de juros do Banco Central (BC), conforme a própria autoridade monetária acenou na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e no Relatório de Inflação. Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros, (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 apontava baixa de 0,03 ponto, a 11,42%. Janeiro de 2013, mais líquido do dia, mostrava desvalorização de 0,05 ponto, a 11,78%. E janeiro 2014 perdia 0,11 ponto, a 11,71%. Entre os curtos, novembro de 2010 marcava estabilidade a 10,63%. E janeiro de 2011 projetava 10,64%, baixa de 0,01 ponto. Chama atenção o baixo volume de negócios, até as 16h10, foram negociados apenas 251.605 contratos, equivalentes a R$ 20,54 bilhões (US$ 12,22 bilhões), queda de 70% sobre o registrado na sexta-feira. O vencimento janeiro de 2013 foi o mais negociado, com 77.200 contratos, equivalentes a R$ 6,01bilhões (US$ 3,57 bilhões). Sem grande impacto sobre a curva, o boletim Focus, do Banco Central, mostrou elevação na projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2010 de 5,05% para 5,07%. No entanto, os agentes colocaram para baixo a previsão para inflação oficial em 2011. A mediana cedeu de 4,94% para 4,92%. Já o IPCA em 12 meses subiu pela sexta semana seguida, indo de 5,15% a 5,16%. Para a Selic, a mediana segue em 10,75% no encerramento de 2010 e em 11,75% no fechamento de 2010. Já o crescimento projetado para o Produto Interno Bruto (PIB) subiu a 7,55% de 7,53%. (Eduardo Campos | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.