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Contratos para outubro de 2011 saem a 12,33% e os do início de 2012 sobem a 12,78%

SÃO PAULO – O mercado dos juros futuros aponta forte queda nesta quinta-feira, dia de forte alvoroço nos mercados globais e de piora das expectativas gerais quanto ao crescimento da economia mundial.

Os Depósitos Interfinanceiros (DIs) apontavam para baixo tanto na ponta curta quanto na ponta longa, com movimento atrelado ao dos Treasuries americanos, que também caíam.

No Brasil, por volta das 12h50, o DI de abertura de 2013 apresentava queda de 0,25 ponto percentual, a 11,47%, o de janeiro de 2014 recuava 0,25 ponto, a 11,40%, e o do início de 2015 cedia 0,23 ponto, a 11,42%. O contrato de abertura de 2017 perdia 0,19 ponto a 11,40%.

Entre os contratos de vencimentos mais curtos, o de outubro de 2011 perdia 0,04 ponto, a 12,33%, enquanto o início de 2012 registrava decréscimo de 0,19 ponto, a 12,78%.

No início do dia a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou o Índice Geral de Preços–10 (IGP-10) , que voltou a registrar inflação ao subir 0,20% em agosto ante julho. A marcação de julho tinha sido de 0,2% em comparação com junho.

Para o economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flavio Serrano, o mercado nacional de DIs precifica as perspectivas ruins que há tempos já rondavam nos mercados internos, e começa a precificá-las nos preços dos contratos tanto da ponta curta quanto na ponta longa da curva.

"Há um medo de crescimento econômico fraco no mundo e o arrefecimento começa a piorar por aqui também. O mercado começa a apostar que o BC deve passar a atuar em breve", diz Serrano.

Lá fora, o banco Morgan Stanley divulgou análise em que corta previsão de crescimento para a economia americana e global , citando "erros políticos recentes" nos Estados Unidos e na Europa, além do reflexo de apertos fiscais na economia das duas regiões.

Por aqui, o Tesouro Nacional realizou leilão de títulos públicos em que vendeu um total de 300 mil LFTs (totalidade ofertada) a R$ 1,447 bilhão e 5,793 milhões de LTNs, cujo valor somou R$ 4,426 bilhões .

As bolsas de valores por todos os continentes operavam no vermelho, com o Ibovespa caíndo cerca de 4,2% e os indicadores de Wall Street registrando perdas de pelo menos 3,5%.

( Filipe Pacheco | Valor )

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