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SÃO PAULO - Após iniciarem os negócios com movimento de baixa, os contratos de juros futuros mais líquidos inverteram o rumo e passaram a acumular prêmios de risco na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F)

SÃO PAULO - Após iniciarem os negócios com movimento de baixa, os contratos de juros futuros mais líquidos inverteram o rumo e passaram a acumular prêmios de risco na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Mais uma vez, o mercado brasileiro acompanha a direção dos Treasuries americanos, em um dia de maior tranquilidade dos agentes, que tentam encontrar um ponto de equilíbrio depois dos recentes dias de "pânico". Por volta das 12h35, o Depósito Interfinanceiro (DI) de abertura de 2013 apresentava alta de 0,03 ponto percentual, a 11,90%, o de janeiro de 2014 subia 0,05 ponto, a 11,98%, e o do início de 2015 avançava 0,04 ponto, a 12,07%. Além disso, os contratos de abertura de 2016 e 2017 ganhavam 0,06 ponto e 0,05 ponto, respectivamente a 12,10% e 12,09%. Entre os contratos de vencimentos mais curtos, o de outubro de 2011 avançava 0,02 ponto, a 12,37%, enquanto o início de 2012 mantinha taxa de 12,28%. Com a alta em bloco dos DIs nesta sessão, a chance de corte da taxa Selic já em agosto, até ontem de 50%, passa para 20%, segundo aponta o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi. "O desempenho do mercado de juros está diretamente relacionado ao cenário externo. As vendas no varejo no Brasil não trouxeram surpresas. De manhã, os DIs caíam diante das fortes preocupações com os bancos franceses. O foco, contudo, está saindo de novo dos EUA e passando para a Europa", observa. Petrassi continua com um cenário básico de Selic estável até o fim do ano, contanto que a crise não se agrave. Destaque desta jornada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que as vendas no varejo perderam fôlego e cresceram 0,2% de maio para junho. No mês anterior, a alta havia sido de 0,7%. Já o emprego na indústria caiu 0,2% em junho, na comparação com maio, na série dessazonalizada. A queda de junho acontece após três meses de estabilidade do indicador: 0% em março, queda de 0,1% em abril e alta de 0,1%, em maio. Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza hoje leilão tradicional de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional - série F (NTN-F). (Beatriz Cutait | Valor)