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Os contratos de juros futuros tiveram um pregão instável nesta quarta-feira e encerraram a jornada sem direção definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F)

Os contratos de juros futuros tiveram um pregão instável nesta quarta-feira e encerraram a jornada sem direção definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, mais líquido do dia, apontava alta de 0,05 ponto, a 11,44%. Janeiro de 2013 mostrava valorização de 0,03 ponto, a 11,82%, depois de cair a 11,76%. E janeiro 2014 perdia 0,02 ponto, a 11,72%. Entre os curtos, novembro de 2010 marcava alta estabilidade a 10,64%. E janeiro de 2011 também projetava 10,65%, também sem alteração. Até as 16h10, foram negociados 485.520 contratos, equivalentes a R$ 40,37 bilhões (US$ 24,02 bilhões), queda de 20% sobre o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 206.675 contratos, equivalentes a R$ 18,08 bilhões (US$ 10,76 bilhões). Para o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, tal desenho da curva futura sugere que os agentes começam a reavaliar as apostas quanto à possibilidade de alta de juros em 2011. O estrategista lembra que a expectativa era de elevação da Selic já na primeira reunião de 2010, e, agora, a curva sugere que se o BC vier a subir juros isso só acontecerá de março em diante. Por isso dessa estabilidade/leve queda entre os vencimentos curtos e do aumento de prêmio "no meio" da curva. Entre os contratos mais longos (janeiro de 2014 em diante), diz Nepomuceno, o que manda são os aportes estrangeiros, que parecem continuar acontecendo, apesar do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para estrangeiros. (Eduardo Campos | Valor)

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