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Taxas de juros curtos tiveram leve baixa influenciados pela ata do Copom enquanto as taxas longas subiram

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No mercado futuro de juros, a curva a termo encerra a semana de divulgação da ata do Copom acumulando prêmios em praticamente toda a extensão. Os ganhos são maiores nos vértices longos nesta sexta-feira, em reação, principalmente, à intensa devolução de prêmios ontem.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (208.520 contratos) estava na máxima de 8,98%, ante 8,93% do ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (312.025 contratos) marcava a máxima de 9,64%, de 9,56% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 58.235 contratos, apontava a máxima de 10,84%, de 10,70% ontem, e o DI janeiro de 2021 (2.405 contratos) indicava 11,36%, de 11,20%.

A percepção de que há melhora no cenário externo, apesar da recessão na zona do euro, também contribui para que as taxas mais longas avancem. Na ponta curta, a avaliação de que o piso neste ciclo de flexibilização da Selic está em 9% faz com que os DIs embutam um movimento de 0,50 ponto porcentual na próxima reunião do Copom, nos dias 17 e 18 de abril, segundo cálculos feitos a partir das taxas futuras. Os agentes do mercado consideram que o Comitê do BC antecipou, no encontro deste mês, a parte mais intensa do corte do juro, com uma redução de 0,75 pp, levando a Selic para 9,75% ao ano. Há indicações, no momento, de que pode haver um corte residual, de 0,25pp, na reunião de maio.

No ambiente externo, os dados recentes da economia norte-americana, somados ao reconhecimento do Federal Reserve de que a expansão prossegue, ainda que em ritmo moderado, dão indicações de melhora contínua da atividade econômica nos Estados Unidos. Hoje, o sentimento dos consumidores, medido pela Universidade de Michigan, ficou abaixo do esperado em março, sob pressão do aumento dos preços da gasolina, mas o Fed, no comunicado, já havia antecipado que a alta do petróleo elevaria a inflação temporariamente. Na Europa, especialistas regionais e de organizações internacionais provavelmente permanecerão na Grécia pelo menos nos próximos dois anos, segundo o chefe da chamada força-tarefa, Horst Reichenbach.

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