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SÃO PAULO - Depois de dois dias de alta, os contratos de juros futuros ganhavam viés de baixa nesta sexta-feira. Segundo a economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli, o mercado continua oscilando conforme o humor externo, que não é dos melhores hoje, já que parte dos agentes acredita que a crise da Europa pode levar o Banco Central a reavaliar a condução da política monetária.

Maristella, no entanto, não compartilha dessa visão. Segundo a economista, a crise atual não deve causar uma ruptura como o observado após a quebra do Lehman Brothers em 2008. "Não estou revendo o crescimento para baixo por causa da crise. A nossa dinâmica é mais doméstica do que externa", explica. "Não mudo minha previsão de alta de juros. Continuo com 350 pontos de ajuste total. Sendo mais três altas de 0,75 ponto e uma de 50 ponto", afirma Maristella. Sem menosprezar o problema, Maristella aponta que a Europa é que vai crescer menos por alguns anos até equalizar seus problemas. Isso terá algum impacto sobre o Brasil, mas ele será marginal, diz. O principal canal de contaminação é o comércio externo, como ressaltou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ontem, em Londres. Mas, para a economista, isso não seria um problema de magnitude suficiente para mudar nossa trajetória de crescimento. "O impacto é marginal", conclui. Na agenda do dia, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que mostrou alta de 1,19% em maio, acelerando de 0,77% em abril, resultado pouco abaixo das previsões que rondavam 1,3%. Por volta das 11h30, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2010 perdia 0,01 ponto, a 9,38%. Julho de 2010 operava estável, a 9,84%. E janeiro de 2011, referência de mercado, recuava 0,01 ponto, a 11%. Entre os longos, o DI para janeiro de 2012 caía 0,05 ponto, a 12,08%. Janeiro 2013 declinava 0,03 ponto, projetando 12,32%. E janeiro 2014 não tinha oscilação, mas também apontava 12,32%. (Eduardo Campos | Valor)

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