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Vértices intermediários e longos são os que mais avançam ante o ajuste da Selic

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O mercado futuro de juros apresentou um pouco mais de força na recomposição de prêmios no meio da tarde, em um dia de pouco volume, espremido ainda pelo impacto da ata do Copom e a expectativa com a divulgação de dados domésticos nesta semana, como o IPCA-15 em março e as vendas no varejo em janeiro. Os vértices intermediários e longos são os que mais avançam hoje ante o ajuste.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (168.525 contratos) estava em 9,00%, ante 8,98% no ajuste na sexta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (231.880 contratos) marcava 9,74%, de 9,64%. O DI janeiro de 2017, com giro de 34.495 contratos, apontava 10,95%, de 10,84% na sexta-feira, e o DI janeiro de 2021 (3.385 contratos) indicava a máxima de 11,44%, de 11,36%.

A continuidade da acumulação de prêmios em relação à semana passada é entendida pelos agentes do mercado como reflexo ao posicionamento do Banco Central, com um corte mais agressivo da taxa Selic, e à eventual manutenção do juro em níveis historicamente baixos por um período longo, o que tem despertado preocupação nos investidores em relação à inflação futura. A pesquisa Focus, realizada pelo BC, mostrou, hoje, que os participantes esperam taxa Selic em 9,0% em abril, ante os atuais 9,75% ao ano. Enquanto economistas projetam 0,75 ponto porcentual de corte do juro básico na próxima reunião de política monetária, o mercado futuro de juros ainda aponta redução de 0,50% e um corte residual de 0,25 pp em maio. Para a inflação, a Focus mostrou mediana das expectativas para o IPCA em 2012 mantida em 5,27%. Para 2013, a previsão seguiu em 5,50%.

A tensão nos mercados financeiros globais teve abrandamento recente, com os índices acionários apresentando, em grande medida, melhor comportamento e os juros dos Treasuries em avanço. A combinação sinaliza condições internacionais mais favoráveis, sendo que estrategistas apontam volatilidade no mercado de ações no menor nível em seis meses tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Hoje, o leilão de swaps de default de crédito (CDS) da dívida soberana da Grécia teve resultado de US$ 0,215, indicando que qualquer participante do mercado que tenha bônus gregos conseguirá recuperar US$ 0,785 de cada dólar de CDS vendido.

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