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Empresa, que pertence ao grupo da Engevix e tem a Funcef entre os sócios, está com oferta em análise na CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está analisando mais uma oferta inicial de ações. Nesta quarta-feira entrou em análise o lançamento de papéis da Desenvix Energias Renováveis. A captação da companhia é mista, ou seja, terá entrada de dinheiro novo no caixa, mas acionistas atuais também venderão parte de suas fatias na operação. O banco coordenador da oferta é o JP Morgan.

Com sede em Barueri (SP), a companhia desenvolve e opera projetos de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, por meio de usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas, parques eólicos e usinas termoelétricas movidas à biomassa e, em menor escala, transmissão de energia elétrica.

No prospecto arquivado na CVM, a companhia diz que pretende usar os recursos da oferta na construção, de 2011 a 2015, de empreendimentos que possui, até o total de 360 MW. Em 30 de setembro último, a Desenvix tinha investimentos em oito empreendimentos, com uma capacidade instalada própria de 161,9 megawatts (MW).

Também possuía outros oito projetos em construção: duas pequenas centrais hidrelétricas, três usinas eólicas e uma usina termoelétrica, totalizando uma capacidade instalada própria de 134,4 MW. O portfólio tem ainda duas linhas de transmissão, com um total de 525 quilômetros e previsão de entrada em operação até o início de 2012, entre outros.

Sócios

No prospecto, a empresa conta que pertence a um dos maiores grupos econômicos de engenharia do Brasil em faturamento, e que possui a Jackson como controladora de todos os investimentos do grupo. As atividades do conglomerado começaram por meio da Engevix, tradicional empresa de engenharia. Outra parcela do capital da Desenvix é detida pela Funcef (Fundação dos Economiários Federais), terceiro maior fundo de pensão do Brasil, com ativos da ordem de R$ 40 bilhões em 30 de setembro de 2010.

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