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RIO - O Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu absolver a Fundação Antonio e Helena Zerrenner Instituição Nacional de Beneficiência (FAHZ) - entidade ligada aos funcionários da Ambev - da acusação de uso de informação privilegiada nas negociações de ações da cervejaria realizadas entre maio de 2003 e março de 2004

RIO - O Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu absolver a Fundação Antonio e Helena Zerrenner Instituição Nacional de Beneficiência (FAHZ) - entidade ligada aos funcionários da Ambev - da acusação de uso de informação privilegiada nas negociações de ações da cervejaria realizadas entre maio de 2003 e março de 2004. A fundação era o último acusado no Processo Administrativo Sancionador CVM 21/2005, aberto para investigar o caso, que envolvia ainda os executivos e sócios da AmBev Luiz Felipe Pedreira Dutra Leite, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles. O grupo já havia feito um acordo com a CVM para encerrar a investigação sobre a participação deles no caso. A operação alvo do processo foi a aquisição, pela FAHZ, no pregão de 2 de junho de 2003, de 97.560.080 ações ordinárias da AmBev, das quais 89% foram vendidas para o investidor Anturium Holding, seguida da venda, nos 60 dias seguintes, de 69.120.000 ações preferenciais da companhia. No entendimento da acusação, a FAHZ teria informação privilegiada sobre a existência de negociações entre os controladores da AmBev e os da Interbrew, que resultou na fusão das duas empresas e na criação da InBev, em 2004. O advogado de defesa da Fundação, Ary Azevedo Franco Neto, argumentou que o fato das negociações entre a Fundação e a Anturium terem ocorrido no período em que se desenrolavam as negociações que resultaram na criação da InBev "foi uma coincidência no tempo". (Janes Rocha | Valor)

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