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Segundo a Confederação dos Trabalhadores, 4.895 agências foram fechadas. Funcionários aguardam contra-proposta dos bancos

A greve nacional dos bancários cresceu no País nesta quinta-feira, segundo dia da paralisação por tempo indeterminado decretada pela categoria. Levantamentos enviados pelos sindicatos à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Finaneiro (Contraf-CUT) até as 18 horas indicam que pelo menos 4.895 agências foram fechadas em todos os 26 Estados e no Distrito Federal. O crescimento é de 26% em relação ao primeiro dia, quando os bancários fecharam 3.864 agências.

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, diz que a tendência é de adesão maior à medida que o tempo passa e os bancos não apresentam nova proposta aos funcionários. Os trabalhadores reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, medidas de proteção da saúde que incluam o combate a assédio moral e a metas abusivas, além de garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança.

Proposta rejeitada

Em assembleias realizadas na terça-feira (28), os bancários rejeitaram a proposta de 4,29% de reajuste oferecida pelos representantes dos bancos, reunidos na Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A Fenaban argumenta que fez a proposta aos trabalhadores na expectativa de uma contraproposta, mas eles não apresentaram um novo patamar e decidiram ir à greve. Já a Contraf-Cut diz que aguarda uma nova proposta dos empregadores.

Em comunicado, a Fenaban reitera que os bancos irão manter as agências abertas. "Diante da radicalização do movimento sindical, que abandonou a mesa de negociações apesar da Federação Nacional dos Bancos ter garantido reposição da inflação a fim de negociar aumento real, a entidade e os bancos manifestam sua firme intenção de adotar todas as medidas legais cabíveis e necessárias para garantir o acesso e o atendimento da população nas agências e postos bancários", afirma a entidade, lembrando que a data da greve coincide com o pagamento de pensionistas e aposentados do INSS.

Segundo o comunicado, "a Fenaban e os bancos respeitam o direito de greve. O que não se pode admitir são os piquetes contratados que barram o acesso da população às agências e postos bancários para impor uma greve abusiva, injustificada, pois a Fenaban aceita discutir reajuste real dos salários e demais benefícios da convenção coletiva, inclusive a participação nos lucros e resultados. Mas não pode aceitar um índice exagerado como o pleiteado pelos sindicatos".

São Paulo

Mais de 28 mil bancários aderiram à greve da categoria nesta quinta-feira, segundo dados do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. O balanço final aponta que 645 agências bancárias e 14 centros administrativos foram paralisados.

A próxima assembleia será realiza nesta sexta-feira, dia 1º, na Quadra dos Bancários, a partir das 16h, quando a categoria irá decidir sobre os rumos do movimento.


(com Agência Estado)

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