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Falência da instituição financeira deixou um passivo de quase R$ 3,4 bilhões

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Quase seis anos depois que o Banco Central (BC) interveio no Banco Santos, credores da instituição finalmente viram algum dinheiro entrar em suas contas correntes. O administrador judicial da massa falida, Vânio Aguiar, começou a efetuar pagamentos, equivalentes a 10% do valor do crédito, em 30 de junho. Ainda assim, muitos beneficiados estão descontentes e se queixam da morosidade do processo.

"Satisfeitos não estamos, porque receber 10% é muito pouco", afirmou o gerente de Controladoria da indústria de vestuário Marisol, João José Bizatto. O fundo de pensão dos funcionários da empresa tinha R$ 1 milhão aplicado em produtos de investimento do Banco Santos. "Nós, que estamos empenhados em uma solução para esse caso desde imediatamente a intervenção (em novembro de 2004) não temos tanto a comemorar com o rateio que, demoradamente, saiu", disse o presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, Gerardo Renault. A entidade é credora em cerca de R$ 20 milhões.

Aguiar reage às críticas com tranquilidade. Argumenta que a demora é explicada pelo que chama de burocracia legal. "Tenho de obedecer aos trâmites da lei", disse. Ele cita como exemplo um eventual novo rateio que, do ponto de vista de caixa, já poderia ocorrer. Antes de colocá-lo em prática, porém, ele precisa encerrar o primeiro, o que deve levar ao menos outros três meses.

A falência do Banco Santos deixou um passivo - atualizado pela correção monetária - de quase R$ 3,4 bilhões. Esse valor pertence a 1.969 credores. Em 30 de junho - no dia em que se iniciaram os pagamentos -, o caixa da massa falida tinha R$ 626 milhões. O primeiro rateio soma R$ 250 milhões - 10% do valor da dívida original, sem a correção do período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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