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Instituição afirma que dinâmica de curto prazo continuará sendo afetada pelos anúncios já feitos e pelo risco de novas medidas

O Credit Suisse avalia que apesar das medidas de taxação do câmbio terem efeito relativamente limitado sobre a tendência de médio prazo da taxa, "a dinâmica de curto prazo continuará sendo afetada pelos anúncios já feitos pelo governo e pelo riscos de novas medidas nas próximas semanas".

O departamento econômico da instituição lembra, em relatório, que no comunicado que seguiu ao anúncio do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não descartou a possibilidade de novas medidas, ressaltando que o governo faz o papel de "moderador de apetite, avisando que quem vier investir no Brasil vai ganhar menos e que deve olhar também para outros países".

"Avaliamos que, se a taxa de câmbio retomar a trajetória de apreciação mais significativa no curto prazo, é provável que o governo continue anunciando novas medidas que afetam o mercado de câmbio", afirma o Credit que recentemente revisou a projeção para a taxa de câmbio no fim do ano de R$1,60 R$ 1,65 em função dos riscos associados à adoção de novas medidas para conter a apreciação cambial.

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