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O Credit Suisse propôs nesta terça-feira e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou o pagamento de R$ 19,2 milhões à autarquia para suspensão de processo administrativo em que era acusado de uso de informação privilegiada em relação à reestruturação da Embraer informada em fatos relevantes em janeiro de 2006. Em dezembro de 2005, o Credit Suisse foi contratado pela Sistel, que era do bloco de controle da Embraer, para dar uma opinião sobre a reestruturação da companhia aeronáutica.

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Naquele mesmo mês, o Credit Suisse International comprou ações ordinárias da Embraer no valor de aproximadamente R$ 20,2 milhões.

A presidente da CVM, Maria Helena Santana, informou que o termo de compromisso foi proposto hoje pelo Credit Suisse em reunião com a diretoria colegiada. Com isso, o processo administrativo fica suspenso até o pagamento dos R$ 19,2 milhões.

O valor de R$ 19,2 milhões que o Credit Suisse International se propôs a pagar para a CVM é o segundo maior da história para um termo de compromisso originado em processo administrativo. Ele só foi superado na série histórica pelo termo de aproximadamente R$ 29,5 milhões que o Banco Safra se comprometeu a pagar em agosto de 2007. No caso do Safra, cerca de R$ 28 milhões eram para cotistas do Safra 60 DI Fundo de Investimento Referenciado DI, que foi objeto de processo administrativo, e R$ 1,5 milhão foi para a CVM. Já no caso do Credit Suisse, os R$ 19,2 milhões serão pagos à autarquia.

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