Tamanho do texto

Demissões devem atingir 4% do quadro de funcionários do banco suíço, que viu receita encolher 76% no segundo trimestre do ano

O Credit Suisse está cortando cerca de 2.000 empregos depois que uma performance fraca em corretagem e o fortalecimento do franco suíço atingiram os resultados do segundo trimestre.

Os bancos de investimento ao redor do mundo têm sido prejudicados por lentidão na área de corretagem por causa dos problemas de dívida da zona do euro e nos Estados Unidos, bem como regulamentações criadas para forçar as instituições a manterem mais capital para se protegerem melhor de futuros choques após a crise de 2008.

O segundo maior banco da Suíça informou nesta quinta-feira que planeja cortar cerca de 4% de sua força de trabalho de 50.700 funcionários, praticamente mesmo volume que adicionou no período pós-crise com uma série de contratações na área de renda fixa, a mais atingida pela fraqueza dos mercados.

O recuo das operações com renda fixa do Credit Suisse foi pior que o de rivais: a receita caiu 76% em relação ao primeiro trimestre, para 595 milhões de francos suíços (US$ 742,6 milhões), ante um recuo médio de 27% de bancos dos EUA e de 36% e 37% do UBS e Deutsche Bank, respectivamente.

A fraqueza dos mercados já disparou uma série de cortes de empregos na indústria bancária, incluindo Standard Chartered, Lloyds, Goldman Sachs e UBS. O HSBC pode cortar mais de 10 mil empregos, divulgou a Sky News nesta quinta-feira.

O Credit Suisse informou que o lucro líquido do segundo trimestre caiu para 768 milhões de francos, abaixo da expectativa média de analistas de 1 bilhão.

Na terça-feira, o UBS afirmou que vai cortar custos em até 2 bilhões de francos e adiar metas depois que divulgou resultado abaixo do esperado no segundo trimestre.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.