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SÃO PAULO - Em uma semana mais curta devido ao feriado de Corpus Christi, o mercado de juros futuro mostra pouca oscilação na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F)

SÃO PAULO - Em uma semana mais curta devido ao feriado de Corpus Christi, o mercado de juros futuro mostra pouca oscilação na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Enquanto aguardam a divulgação dos dados de maio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os agentes analisam as mudanças trazidas pelo Boletim Focus, do Banco Central (BC). Os analistas consultados reduziram pela sétima semana seguida a projeção para a inflação medida pelo IPCA neste ano, de 6,19% para 6,18%. Já a estimativa para 2012 subiu pela segunda vez sucessiva, de 5,13% para 5,18%. Ainda na cena local, a agência Moody's elevou a notas do bônus do governo do Brasil de "Baa3" para "Baa2", movimento que levou em consideração o fato de o perfil do crédito soberano ser consistente com as classificações mais altas da faixa "Baa". A Moodys citou ainda os ajustes recentes que devem resultar em um cenário macroeconômico mais sustentável e prognósticos de melhores indicadores de crescimento e fiscais no médio prazo. A perspectiva da nota continua sendo positiva. No exterior, a cautela com relação à situação econômica grega persiste, após os países da zona do euro condicionarem novo socorro financeiro à Grécia à aprovação de medidas de austeridade fiscal pelo Parlamento. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a crise da dívida da Europa pode ter "grande contaminação global" se não houver uma ação arrojada. O sócio-gestor da Leme Investimentos Paulo Petrassi avalia que as mudanças do Focus têm efeito neutro sobre o mercado de juros, que segue com as atenções voltadas à crise grega. "O mercado abriu os negócios um pouco preocupado e vendendo um pouco de taxa. O anúncio da Moody's, num momento de situação externa complicada, é um fator bem positivo. De toda forma, a curva de juros segue muito bem precificada, é preciso haver uma notícia muito relevante para mudar sua estrutura. Os movimentos seguem bem curtos", observa. Nos Estados Unidos, os Treasuries mostram leve movimento para baixo e são acompanhados pelos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) com vencimentos mais longos. Minutos atrás, os DIs de janeiro de 2015 e 2016 cediam 0,01 ponto percentual cada, a 12,36% e 12,28%. O contrato inicial de 2017 ainda perdia 0,02 ponto, a 12,19%. Estáveis, os DIs de janeiro de 2012 e 2013 mantinham taxas de 12,41% e 12,49%, respetivamente, assim como o contrato de abertura de 2014 preservava taxa de 12,39%. Na ponta mais curta da curva, o DI de julho de 2011 ainda mantinha o patamar de 12,13%, enquanto o de outubro subia 0,01 ponto, a 12,33%. (Beatriz Cutait | Valor)

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