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Banco foi criado em 1994 e atua também em financiamento imobiliário e operações para médias empresas

O carro-chefe do Banco Intermedium é o crédito consignado. O banco atua nessa área desde 1999, logo após a criação dessa modalidade de financiamento pelo Banco Central. “Os bancos mineiros se especializaram nessa área”, conta João Vitor Menin Teixeira de Souza, presidente e filho do fundador do banco. “A praça de Belo Horizonte se tornou bem forte nessa área”, complementa.

Segundo Menin, dos negócios do banco, os empréstimos consignados – aqueles com desconto na folha de pagamento de trabalhadores ou nos créditos do INSS para aposentados – representam 60%. As operações voltadas para as médias empresas contribuem com 25%, enquanto os financiamentos imobiliários entregam os 15% restantes. “Temos um pouquinho de crédito direto ao consumidor (CDC), mas os números não são relevantes”, afirma o presidente do banco.

O Intermedium foi criado no final de 1994, mas começou a operar efetivamente no início do ano seguinte. Inicialmente era uma financeira, que operações concentradas basicamente no crédito ao consumidor e no financiamento de eletroeletrônicos. “Em 1999, agregamos dois novos produtos ao banco e deixamos o CDC. Entramos no ‘midle market’ e no crédito consignado”, recorda.

Foi em 2008 que a instituição se tornou um banco múltiplo, passando a operar como banco comercial, financeira e sociedade de crédito imobiliário (SCI). O Intermedium não tem agências, apenas escritórios em diversas cidades especializados em suas áreas de atuação.

Menin conta que seu pai, Rubens, foi o criador do banco. Hoje ele atua apenas no conselho de administração. Rubens Menin Teixeira de Souza é o acionista controlador da MRV Engenharia, construtora que há mais de 30 anos atua na área de imóveis populares. De janeiro a setembro, a companhia obteve receita líquida de R$ 2,15 bilhões, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

“2010 foi o melhor ano da nossa história”, avalia o presidente do Intermedium. Ele afirma que o patrimônio líquido da instituição deve ter fechado o ano em R$ 153 milhões. O total de ativos não está fechado, mas ele estima algo em torno de R$ 600 milhões. “Nossa rentabilidade sobre o patrimônio fechou 2010 em 22%”, calcula.

Menin diz estar animado com o futuro do País e com o crescimento do crédito. “Nosso banco vive disso.” Pelas suas contas, o índice de Basileia da instituição fechou o ano passado em 28% - percentual elevado na comparação com os maiores bancos do País. O indicador significa que para cada R$ 100 que o banco empresta tem R$ 28 em patrimônio. O índice mínimo estabelecido pelo Banco Central é de 11%. “Ainda temos muito espaço para crescer”, avisa.