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Conselho propôs a conversão de cada papel preferencial (sem direito a voto) em 0,8 ação ordinária

A Mundial Produtos de Consumo - fabricante de talheres, tesouras, esmaltes e alicates de unha, além de bombas hidráulicas - informou hoje que seu conselho de administração aprovou a migração da companhia para o Novo Mercado da BM&FBovespa.

O conselho tinha aprovado, em 27 de maio, a adesão ao nível 1 de governança corporativa. A decisão de migrar para dois patamares acima, no segmento máximo de listagem da bolsa, veio, segundo a empresa, depois de comparar as exigências de cada nível. O conselho entendeu que "a companhia deve avançar ainda mais no fortalecimento de suas práticas de governança corporativa e no relacionamento com o mercado de capitais", segundo fato relevante registrado pela companhia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Como o segmento Novo Mercado não permite a existência de ações preferenciais, sem direito a voto, o conselho da Mundial propôs a conversão de cada um desses papéis em 0,8 ação ordinária. O documento ressalta que, ao ingressar no Novo Mercado, além de obter direito à voto, os atuais acionistas preferenciais passam a ter "tag along" de 100%, o que garante, em caso de venda da companhia, o recebimento do mesmo valor pago pelas ações do bloco de controle.

Por outro lado, a Mundial lembra que haverá a diluição do poder de voto e a partilha de um eventual prêmio de controle dos atuais detentores de ações ordinárias. A companhia informou que vai dar início imediato às negociações com a BM&F Bovespa para obter as autorizações de migração ao Novo Mercado. Os acionistas preferenciais terão direito de recesso, com reembolso de R$ 0,32 por ação. A empresa espera que a listagem no Novo Mercado aumente a liquidez de seus papéis e o potencial de atrair investidores. Os procedimentos ainda precisam ser aprovados pela assembleia geral.

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