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Clima externo impulsiona a aversão ao risco e leve investidores a procurarem opções de investimento mais "seguras", como o dólar

O mercado de câmbio segue fazendo novas máximas intradia, com os preços à vista e futuro acima de R$ 1,60. A demanda por moeda é reflexo da insegurança que pauta o mercado externo nesta quarta-feira, depois de dados ruins sobre a economia americana e falta de consenso sobre um plano de resgate para a Grécia.

Por volta das 15h10, o dólar comercial subia 1,13%, a R$ 1,60 na venda, maior cotação desde fim de maio. Na máxima, a divisa foi a R$ 1,607. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para julho se valorizava 0,91%, a R$ 1,605. Pela análise técnica, confirmado o rompimento do R$ 1,605, os próximos objetivos são R$ 1,613, R$ 1,615 e R$ 1,623.

A busca por dólar ocorre mais por liquidez do que em função de fundamentos econômicos. Afinal de contas, os dados da economia americana sugerem retração do crescimento e o país está próximo de uma crise fiscal em função de falta de acordo político para elevar o teto do endividamento federal.

Há pouco, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 1,64%, a 75,65 ponto. Já o euro apanha em função da preocupação com um calote da Grécia e o que tal evento poderia trazer para outros países endividados, como Portural, Espanha, Itália e Irlanda. Há pouco, a moeda comum afundava 1,77%, a US$ 1,418.

Captando a aversão ao risco, o VIX, que mede a volatilidade das opções na bolsa americana e é visto com um termômetro do medo do mercado, saltava 14,46%, para 20,90 pontos.

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